Me acostumo mas não me amanso (1985)
ME ACOSTUMO MAS NÃO ME AMANSO
Deixando as terras secas do Norte
Saí pra buscar a sorte
Vim pro Rio de Janeiro
A cidade grande é um novo teste
Sou mais um cabra da peste
Com instinto aventureiro
De tudo vendo na praia e na feira
Vendo a minha história inteira
De saudade e desamor
Com minha sanfona, sou sucesso
Faço parte do progresso
Mas ninguém me dá valor
Vote em mim, sou retirante ]
Cabra macho nacional ]
Saí do Sertão distante ]
Pra vencer na capital ]
Na feira com saudades vou lembrando
Parte do cotidiano no meio de tanto avanço
São Cristóvão agora é meu patrono
Eu aqui nesse abandono
Me acostumo mas não me amanso (sou índio)
Sou índio, sou nativo soberano
Sou enredo este ano
O meu grito está no ar
Sonhando vejo um novo agreste
Porque lá no meu Nordeste
Se chover de tudo dá
Eu sou índio, sou guerreiro ]
No meio da multidão ]
Sou pião sou forrozeiro ]
Nordestino, campeão ]
Me acostumbro pero no me domo (1985)
ME ACOSTUMBRO PERO NO ME DOMO
Dejando las tierras secas del Norte
Salí en busca de la suerte
Vine a Río de Janeiro
La ciudad grande es una nueva prueba
Soy otro tipo rudo
Con instinto aventurero
Viendo de todo en la playa y en la feria
Viendo mi historia entera
De nostalgia y desamor
Con mi acordeón, tengo éxito
Soy parte del progreso
Pero nadie me valora
Voten por mí, soy migrante
Macho nacional
Salí del distante Sertão
Para triunfar en la capital
En la feria con nostalgia recuerdo
Parte de lo cotidiano en medio de tanto avance
São Cristóvão ahora es mi patrón
Yo aquí en este abandono
Me acostumbro pero no me domo (soy indio)
Soy indio, soy nativo soberano
Soy tema este año
Mi grito está en el aire
Soñando veo un nuevo agreste
Porque allá en mi Nordeste
Si llueve, todo florece
Soy indio, soy guerrero
En medio de la multitud
Soy bailarín, soy amante del forró
Nordestino, campeón
Escrita por: Nunes / Reco / Renato