Samba-Enredo 2024 - A Nossa Luta Continua!
Lá do morro vi o Sol em primavera
Onde o trem vence quimeras
Trabalhar, realidade
Labuta que aprendi desde menino
Ao descer a Zeferino e ir pro centro da cidade
Perdi meu coração nas engrenagens
E no fim dessa viagem baldeada de ilusão
Marquei o ponto, mas rasguei minha carteira
Brava gente brasileira é tempo de revolução
A voz de um país, o povo na rua
Nossa luta continua, fazendo escola
Reflete Paris: O vermelho da flor
Dignidade não é esmola
Da terra escaldante as capitais
Pau-de-arara nunca mais
Eis o sonho retirante
E lá na seca, o candango construiu
O coração do Brasil
Pra pulsar bem mais distante
Da força que enfrenta os canhões
Greve é ato de bravura
Movimento sindical pra dobrar a ditadura
Vem cantar meu carnaval, manifesto de coragem
Imagem, da mãe que carrega no braço seu filho
Carrega também uma caixa na mão
Pra proclamar libertação
Não é mole não, não é mole não
Desfilar a fantasia, ver brilhar meu barracão
Eu sou a pluma que o tempo não desfaz
Força nenhuma há de conter meus carnavais
E quando acendo a alegoria o povo chora
Arquiteto da folia, sou Em Cima da Hora
Samba-Enredo 2024 - ¡Nuestra Lucha Continúa!
Lá del cerro vi el Sol en primavera
Donde el tren vence quimeras
Trabajar, realidad
Trabajo que aprendí desde niño
Al bajar a Zeferino e ir al centro de la ciudad
Perdí mi corazón en los engranajes
Y al final de este viaje bañado de ilusión
Marqué el punto, pero rasgué mi cartera
Brava gente brasileña es tiempo de revolución
La voz de un país, el pueblo en la calle
Nuestra lucha continúa, haciendo escuela
Refleja París: El rojo de la flor
Dignidad no es limosna
De la tierra ardiente a las capitales
Pau-de-arara nunca más
He aquí el sueño retirante
Y allá en la sequía, el candango construyó
El corazón de Brasil
Para latir mucho más lejos
De la fuerza que enfrenta los cañones
La huelga es acto de valentía
Movimiento sindical para doblegar la dictadura
Ven a cantar mi carnaval, manifiesto de coraje
Imagen, de la madre que carga en brazos a su hijo
Carga también una caja en la mano
Para proclamar liberación
No es fácil, no es fácil
Desfilar la fantasía, ver brillar mi barracón
Soy la pluma que el tiempo no deshace
Ninguna fuerza podrá contener mis carnavales
Y cuando enciendo la alegoría el pueblo llora
Arquitecto de la folía, soy Em Cima da Hora
Escrita por: Richard Valença / Orlando Ambrosio / Serginho Rocco / Marquinho Bombeiro / Anderson Alemão / Rafael Pinelzinho / Lucas Macedo Gusmão / Luís Antônio Coelho / Aldir de Senna e Souza / Márcio Leandro Santos de Souza