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180 (part. Ricardo Mensageiro)

Ême Agá

180 (part. Ricardo Mensageiro)

São 10 anos de casada, 5 vivendo angustiada
Por causa de um monstro que à humilha, que à explora, à bate, à maltrata
Sem ela ter feito nada, ele simplesmente à agride
O que era pra ser felizes pra sempre, agora sempre se encontra triste
A sua vida não é como nos contos de fada, pelo contrário, tá muito longe disso
Aonde foi que erramos? Indaga ela, se no começo éramos um casal incrível!
Saíamos juntos, de mãos dadas, parávamos pra beijar na rua
Outros casais tinham inveja da gente, pois tínhamos vontades mútuas
Eram compatíveis, como dizem: Almas Gêmeas
Mas tudo começou a mudar, quando surgiu o primeiro problema
A gravidez, ou melhor, pior, a falta dela
Exames comprovaram que ela tem uma doença genética
Menopausa precoce ou falência ovariana primária
Fizeram vários tratamentos, mas infelizmente nenhum deu em nada
No começo ele à apoiava, dizia que à amava e iam superar
Mas não demorou pra todo esse apoio e amor em agressões vir se transformar

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter!

E ela se lembra bem da primeira ofensa seguido do primeiro tapa na cara
Foi quando ele chegou do trabalho e ela não se sentia bem, estava deitada
Não tinha levantado pra nada, por isso que a janta ainda não estava pronta
Nem a esperou explicar, já chegou batendo, ofendendo, ele só não à xingou de santa
E ela, por sua vez, não entendia nada, e confessa que nunca, nunca tinha imaginado algo assim
O homem que ela amava, respeitava, levantando a mão e a voz? É o fim!
Mas espera aí, ela diz: Não é possível, alguma coisa tá errada
Além de todo o ódio na sua face, percebeu suas pupilas dilatadas
No outro dia ele saiu cedo pro trabalho, ela fiquei pensando o dia inteiro
Alteração de comportamento, pupilas dilatadas, não, só pode ser um pesadelo
Seu companheiro, seu marido, seu amigo, o seu aliado
Chegando em casa tarde do trabalho e completamente drogado?
Sem saber o que fazer, como reagir, que atitude tomar?
O medo traz o rancor, mas o amor que ela por ele sente a pede pra perdoar
Afinal, antes nunca aconteceu, vamos conversar e tudo vai se resolver
Dito feito, ele chegou mais cedo, se ajoelhou, pediu perdão e a entregou um buquê

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter!

Uma, duas, três semanas vivendo só amor, ele realmente se arrependeu
Voltou a ser aquele homem maravilhoso de quando se conheceram
Cuidando dela, dando carinho e à ajudando nas tarefas de casa
Marido exemplar, a cada dia que passa ela se sente mais apaixonada
Han, que nada, fogo de palha, pura ilusão
Ele voltou a se drogar, agora com mais frequência, três dias sim, um dia não
E na mesma proporção, foram aumentando as agressões, o olho roxo
Escoriações, hematomas por todas as partes do seu corpo
Nesse momento vocês devem estar se perguntando, porque ela não vai à polícia e denuncia?
Ela até iria, mas já são 5 anos vivendo sob ameaças e com medo de perder a vida
Sendo vigiada a cada passo dado, a cada movimentação
E se ela o denunciar e ele não for preso de imediato, encomendem o seu caixão
Mas a verdade é que ela tá exausta, e hoje pela primeira vez vai criar coragem
Mas antes ela deixa pra todas as mulheres que são agredidas essa mensagem
Não espera chegar a esse ponto, no primeiro sinal, vai denuncia esse covarde
Essa música e fictícia, mas aí perto de você uma mulher pode esta sendo agredida de verdade!
(Perceba os sinais)

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter

O quê que eu posso te dizer?
O monstro mora com você
Saia agora, corra agora
Pois, talvez, próxima chance
Você não vai ter!

180 (part. Ricardo Mensageiro)

Son 10 años de casada, 5 viviendo angustiada
Por culpa de un monstruo que la humilla, la explota, la golpea, la maltrata
Sin haber hecho nada, él simplemente la agrede
Lo que debería ser felices para siempre, ahora siempre se encuentra triste
Su vida no es como en los cuentos de hadas, al contrario, está muy lejos de eso
¿Dónde fallamos? Se pregunta, ¡si al principio éramos una pareja increíble!
Salíamos juntos, de la mano, nos deteníamos a besarnos en la calle
Otras parejas nos envidiaban, ¡porque teníamos deseos mutuos!
Eran compatibles, como dicen: Almas Gemelas
Pero todo comenzó a cambiar, cuando surgió el primer problema
El embarazo, o mejor dicho, lo peor, la falta de él
Los exámenes confirmaron que ella tiene una enfermedad genética
Menopausia precoz o falla ovárica primaria
Realizó varios tratamientos, pero desafortunadamente ninguno funcionó
Al principio él la apoyaba, decía que la amaba y superarían juntos
Pero no pasó mucho tiempo para que todo ese apoyo y amor se transformaran en agresiones

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás!

Y ella recuerda bien la primera ofensa seguida de la primera bofetada en la cara
Fue cuando él llegó del trabajo y ella no se sentía bien, estaba acostada
No se había levantado para nada, por eso la cena aún no estaba lista
Ni siquiera esperó a que ella explicara, simplemente llegó golpeando, ofendiendo, solo no la llamó santa
Y ella, por su parte, no entendía nada, y confiesa que nunca, nunca había imaginado algo así
¿El hombre que amaba, respetaba, levantando la mano y la voz? ¡Es el fin!
Pero espera un momento, ella dice: No es posible, algo está mal
Además de todo el odio en su rostro, notó sus pupilas dilatadas
Al día siguiente él salió temprano al trabajo, ella se quedó pensando todo el día
Cambio de comportamiento, pupilas dilatadas, no, solo puede ser una pesadilla
Su compañero, su esposo, su amigo, su aliado
¿Llegando a casa tarde del trabajo y completamente drogado?
Sin saber qué hacer, cómo reaccionar, qué actitud tomar?
El miedo trae el rencor, pero el amor que ella siente por él le pide que lo perdone
Después de todo, nunca había sucedido antes, vamos a hablar y todo se resolverá
Dicho y hecho, él llegó más temprano, se arrodilló, pidió perdón y le entregó un ramo

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás!

Una, dos, tres semanas viviendo solo amor, él realmente se arrepintió
Volvió a ser ese hombre maravilloso de cuando se conocieron
Cuidándola, dándole cariño y ayudándola en las tareas de la casa
Un esposo ejemplar, cada día que pasa ella se siente más enamorada
¡Bah, nada, fuego de paja, pura ilusión!
Él volvió a drogarse, ahora con más frecuencia, tres días sí, uno no
Y en la misma proporción, las agresiones aumentaron, el ojo morado
Arañazos, hematomas por todas partes de su cuerpo
En este momento ustedes deben estar preguntándose, ¿por qué ella no va a la policía y denuncia?
Ella iría, pero ya son 5 años viviendo bajo amenazas y con miedo de perder la vida
Siendo vigilada en cada paso dado, en cada movimiento
Y si lo denuncia y no es arrestado de inmediato, encomienden su ataúd
Pero la verdad es que ella está exhausta, y hoy por primera vez va a tomar coraje
Pero antes deja este mensaje para todas las mujeres que son agredidas
No esperen llegar a este punto, en la primera señal, denuncien a este cobarde
¡Esta canción es ficticia, pero cerca de ti puede haber una mujer siendo agredida de verdad!
(Perceba los signos)

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás

¿Qué puedo decirte?
El monstruo vive contigo
Sal ahora, corre ahora
Porque, tal vez, la próxima oportunidad
No la tendrás!

Escrita por: Ême Agá