395px

Heiliger Pixinguinha

Emicida

São Pixinguinha

Se um dia fosse chamado pra tocar no céu eu ia
Ia lisonjeado, cê pode apostar que eu ia
Leve como uma pluma, melhor, uma melodia
Na paz dos ancestrais lá das fitinhas da Bahia
Brilhando como a prata dessa Lua que me guia
Sambando pelas nuvens como a flauta e tantas guias
Polvilhado de estrelas, eu sou o escuro que alumia
Que a noite se não é mãe, na certa é vó, ou então é tia
Eu penso na plateia com Odoya e Maria
Jesus, Oxalá, Buda, audiência reluzia
Alá, Nanã, Omama, Ganesha, Santa Luzia
Até o do subsolo se espreme e do fundo espia
Enquanto Deus diz

Chegou São Pixinguinha
De Odeon, de Yaô, de Batuque na cozinha
De Carinhoso
Olha lá ele com a flautinha
De Rosa, de Nininha
Carne Assada, ladainha
Dos Batuta, Sapequinha
De Pombinha e Benguelê
É ele, pode crer
Todo mundo adivinha
Chegou São Pixinguinha
Amém

Se um dia fosse chamado pra tocar no céu eu ia
Cochichar no bocal e o vento traduziria
Em algo monumental, que nossa alma acaricia
Pra explodir num louvor, que toda palma carecia
Elegância e amor, ó o topete das cotovia
Os santos se amontoam, que o homi é uma sinfonia
Orfeu emocionado – isso sim que é poesia
E os anjo amontoado dizendo: Essa arrepia
E eu vendo uma platéia com Odoyá e Maria
Jesus, Oxalá, Buda, audiência reluzia
Alá, Nanã, Omama, Ganesha, Santa Luzia
Até o do subsolo se espreme, do fundo espia
Enquanto Deus diz

Chegou São Pixinguinha
De Odeon, de Yaô, de Batuque na cozinha
De Carinhoso
Olha lá ele com a flautinha
De Rosa, de Nininha
Carne Assada, ladainha
Dos Batuta, Sapequinha
De Pombinha e Benguelê
É ele, pode crer
Todo mundo adivinha
Chegou São Pixinguinha
Amém

É o pã dessas florestas tropicais
Onde chopins monumentais
Venceram a insônia
Que impede o povo de dormir em paz
Sabe onde o Brasil jamais foi colônia?
Na flauta do Alfredinho lá do Catumbi

Heiliger Pixinguinha

Wenn ich eines Tages gerufen würde, um im Himmel zu spielen, würde ich gehen
Würde geschmeichelt sein, du kannst darauf wetten, dass ich gehen würde
Leicht wie eine Feder, besser, eine Melodie
Im Frieden der Vorfahren, von den Bändern aus Bahia
Glänzend wie das Silber dieses Mondes, der mich leitet
Tanzend durch die Wolken wie die Flöte und viele Führer
Bestreut mit Sternen, ich bin die Dunkelheit, die erleuchtet
Denn die Nacht, wenn sie nicht die Mutter ist, ist sicher die Großmutter oder die Tante
Ich denke an das Publikum mit Odoya und Maria
Jesus, Oxalá, Buddha, das Publikum strahlte
Allah, Nanã, Omama, Ganesha, Heilige Luzia
Sogar der aus dem Untergrund drängt sich und späht von unten
Während Gott sagt

Heiliger Pixinguinha ist angekommen
Von Odeon, von Yaô, von Batuque in der Küche
Von Carinhoso
Schau, da ist er mit der Flöte
Von Rosa, von Nininha
Gegrilltes Fleisch, Litanei
Von Batuta, Sapequinha
Von Pombinha und Benguelê
Es ist er, glaub es
Jeder errät es
Heiliger Pixinguinha ist angekommen
Amen

Wenn ich eines Tages gerufen würde, um im Himmel zu spielen, würde ich gehen
Ins Mundstück flüstern und der Wind würde übersetzen
In etwas Monumentales, das unsere Seele streichelt
Um in einem Lob zu explodieren, das jede Handfläche brauchte
Eleganz und Liebe, oh, der Haarschnitt der Nachtigall
Die Heiligen drängen sich, denn der Typ ist eine Symphonie
Ein gerührter Orpheus – das ist wahre Poesie
Und die Engel drängen sich und sagen: Das ist ergreifend
Und ich sehe ein Publikum mit Odoyá und Maria
Jesus, Oxalá, Buddha, das Publikum strahlte
Allah, Nanã, Omama, Ganesha, Heilige Luzia
Sogar der aus dem Untergrund drängt sich, späht von unten
Während Gott sagt

Heiliger Pixinguinha ist angekommen
Von Odeon, von Yaô, von Batuque in der Küche
Von Carinhoso
Schau, da ist er mit der Flöte
Von Rosa, von Nininha
Gegrilltes Fleisch, Litanei
Von Batuta, Sapequinha
Von Pombinha und Benguelê
Es ist er, glaub es
Jeder errät es
Heiliger Pixinguinha ist angekommen
Amen

Es ist das Brot dieser tropischen Wälder
Wo monumentale Chopins
Die Schlaflosigkeit besiegten
Die das Volk daran hindert, in Frieden zu schlafen
Weißt du, wo Brasilien niemals Kolonie war?
In der Flöte von Alfredinho aus Catumbi

Escrita por: Damien Seth, Emicida, Thiago Jamelao