Cavalo Pangaré
Não é bretão
Nem mangalarga ou campolina
Nem andaluz, mustang ou quarto-de-milha
E ninguém sabe me dizer o que ele é
Mas eu não troco nada
Pelo meu cavalo pangaré
O meu vizinho diz que o bicho é trotão
Que montar nele
É o mesmo que bater feijão
Que não é baio, nem é pampa ou alazão
É côr de burro quando foge
E que não vale um tostão
Mas eu não ligo
Eu gosto dele como é
Amigo velho companheiro
Meu cavalo pangaré
Caballo Zaino
No es bretón
Ni mangalarga o campolina
Ni andaluz, mustang o cuarto de milla
Y nadie sabe decirme qué es
Pero yo no cambio nada
Por mi caballo zaino
Mi vecino dice que el animal es trotón
Que montar en él
Es lo mismo que golpear frijoles
Que no es bayo, ni es pampa o alazán
Es color de burro cuando huye
Y que no vale un centavo
Pero a mí no me importa
Me gusta tal como es
Viejo amigo compañero
Mi caballo zaino
Escrita por: Ernani Fornari