Eu Sou da Fronteira
Se vê que sou da fronteira, pelo meu jeito de olhar
E esta forma de falar, dialeto acastelhanado
Peito de galo entonado sempre impondo respeito
Pra algum maula pegar jeito quando fico enforquilhado
Se vê que sou da fronteira, por essa mão estendida
Neste gesto de guarida lhe alcançando o chimarrão
Falo de potro e galpão quando ponteio a guitarra
Solto milongas por farra que brotam do coração
Eu sou gaúcho da fronteira
Eu sou gaúcho da fronteira
Não me vendo e não me entrego
E o rio grande é minha bandeira
Se vê que sou da fronteira por esta estampa gaúcha
Se o atavismo me puxa o sangue vem de outras eras
Não dou oh! De casa em tapera, sempre encontro meu rumo
Por vezes que desaprumo conto co’a sorte que espera
Se vê que sou da fronteira quando a coragem me abraça
Pra defender minha raça de pronto já me boleio
Se for preciso peleio pra preservar meus diretos
É bem assim o meu jeito, pois ninguém me bota freio
Soy de la Frontera
Se nota que soy de la frontera, por mi forma de mirar
Y esta manera de hablar, dialecto castellanizado
Pecho de gallo entonado siempre imponiendo respeto
Para que algún tonto tome nota cuando me enojo
Se nota que soy de la frontera, por esta mano extendida
En este gesto de acogida ofreciéndote el mate
Hablo de potros y galpones cuando toco la guitarra
Suelto milongas por diversión que brotan del corazón
Soy gaúcho de la frontera
Soy gaúcho de la frontera
No me vendo ni me rindo
Y el Río Grande es mi bandera
Se nota que soy de la frontera por esta estampa gaucha
Si el atavismo me llama, la sangre viene de otras eras
No me detengo de casa en rancho, siempre encuentro mi camino
A veces que me desvío, cuento con la suerte que espera
Se nota que soy de la frontera cuando la valentía me abraza
Para defender mi raza, de inmediato me pongo en acción
Si es necesario peleo para preservar mis derechos
Así soy yo, pues nadie me detiene
Escrita por: Ernesto Fagundes