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Nenê (Sertaneja)

Ernesto Nazareth

Nenê (Sertaneja)

Num teu fado ritmado, tu nos fazes até chorar
Logo a gente, a gente sente uns desejos dos teus beijos
Uns desejos dos teus beijos que nos fazem até delirar

Ingrata, ingrata, volve a mim um teu doce olhar
Teu riso me mata, me maltrata, me faz banzar
Desata, desata esse olhar do meu coração
Ingrata, ingrata, suspirosa irerê do sertão

Também se passas, formosa e tirana
Por minha choupana, da tarde ao cair
Vou te seguindo na estrada arenosa
Qual rola saudosa, a carpir, carpir

Na dança deslizas e assim pisas mil corações
Teu peito é o leito, doce leito das tentações
Teus olhos, teus olhos, vagalumes de ingratidões
Teus olhos, teus olhos são os queixumes das nossas paixões

Nenê (Sertaneja)

En tu destino rítmico, nos haces incluso llorar
Pronto sentimos deseos de tus besos
Deseos de tus besos que nos hacen delirar

Ingrata, ingrata, vuelve a mí con tu dulce mirar
Tu risa me mata, me maltrata, me hace temblar
Libera, libera esa mirada de mi corazón
Ingrata, ingrata, suspirante irerê del sertón

También si pasas, hermosa y tirana
Por mi choza, desde la tarde al caer
Te sigo por el camino arenoso
Como una paloma nostálgica, a lamentar, lamentar

En la danza deslizas y pisas mil corazones así
Tu pecho es el lecho, dulce lecho de tentaciones
Tus ojos, tus ojos, luciérnagas de ingratitudes
Tus ojos, tus ojos son los lamentos de nuestras pasiones

Escrita por: Ernesto Nazareth / Catulo Da Paixão Ceatrense