O Sertanejo Enamorado (Ver. 3)
Ai, ladrãozinho
Desses teus lábios de coral! (tem dó!)
Dá-me um beijinho
Não te pode fazer mal! (um só!)
Tu és jeitrosa
Cheiras como a rosa!
És melindrosa
Com aura ao alazão!
Não me aborreças
Aí de mim, aí de mim!
Teu lábio cheira como
Palho de alecrim em mel!
Tu és faceira, queres rachar
Minha vida, que cruel!
Os teus suspiros de amor
Que me invade!
Que dá martírios da vida
Ora me Deus!
Tu és minutos das horas
Que há de gemer, há de gemer!
Eu canto em minha viola!
Ternuras de amor
Mas, de muito amar!
O choro as mágoas consola!
Teu fero rigor
Quer minha vida acabar!
Na minha choça, teus cravos
De já querem vê-la!
Em uma rosa e uma casa de sapé! (tem dó!)
Pois, para dar-te a vida a vizir
Ou por amar-te feliz! (ora meu Deus!)
Nela, contigo serei mais correia
Mais correi!
Como eu sou rico
Se me cresce o milharal! (correi!)
Ai, como fico
Se floresce o cafezal! (bem sei!)
Mas, vivo mudo, sem ti (ora tu!)
Tu, tudo e tudo chora sem tu
Quando me negas o tu
Meu amor, aí! Meu amor, aí!
Eu sou jaçanã ferida
Gemendo de amor, lá na solidão!
Minh 'alma, também sentida
Soluça de dor nesta pobre canção
Sê te apresentas um demônio
Que é sempre tão mal (amor!)
Mas, se ostenta, vale mais
Que um valoral (oh flor!)
Mas, que ciranda, bem sei meu coração
Ai, tu te rendas, com aura ao alazão!
Não me abocastes, aí de mim!
Aí de mim!
És flor de neve
Dos sertões do meu Brasil! (amor!)
És a irerê
Da lagoa cor de anil! (amor!)
E faz amor, ao brotar aos rivais
Há água na ponte (ora meu Deus!)
Eu sei que meu coração
Recorda tua alma, recordam!
O choro, as mágoas se espalha
Mais mole que a dor, do luar de anil!
Na minha casa de palha, cantando de amor
Aí, como eu vivo feliz!
El Sertanejo Enamorado (Ver. 3)
Ay, pequeño ladrón
¡De esos labios de coral! (ten piedad)
Dame un besito
¡No te puede hacer daño! (solo uno!)
Eres coqueta
¡Hueles como una rosa!
Eres delicada
¡Con aura alazana!
No me molestes
¡Ay de mí, ay de mí!
Tu labio huele como
Paja de romero en miel
¡Eres juguetona, quieres destrozar
Mi vida, qué cruel!
Tus suspiros de amor
¡Que me invaden!
¡Que dan martirio a la vida
Ora mi Dios!
Eres minutos de las horas
¡Que han de gemir, han de gemir!
Yo canto en mi guitarra
¡Ternuras de amor
Pero, de tanto amar!
El llanto consuela las penas
¡Tu feroz rigor
Quiere acabar con mi vida!
En mi choza, tus claveles
¡Ya quieren verla!
En una rosa y una casa de paja (ten piedad)
Pues, para darte la vida a visir
¡O por amarte feliz! (ora mi Dios!)
En ella, contigo seré más correoso
¡Más correoso!
¡Qué rico soy
Si mi maizal crece! (¡corre!)
Ay, cómo me quedo
Si mi cafetal florece! (bien sé!)
Pero, vivo mudo, sin ti (ora tú!)
Tú, todo y todo llora sin ti
Cuando me niegas el tú
¡Mi amor, ay! ¡Mi amor, ay!
Soy un jaçanã herido
¡Gimiendo de amor, allá en la soledad!
Mi alma, también herida
Solloza de dolor en esta pobre canción
Si te presentas como un demonio
Que siempre es tan malo (amor!)
Pero, si te muestras, vales más
Que un tesoro (oh flor!)
Pero, qué confusión, bien sé mi corazón
¡Ay, si te rindes, con aura alazana!
¡No me abandones, ay de mí!
¡Ay de mí!
Eres flor de nieve
¡De los sertones de mi Brasil! (amor!)
Eres el irerê
¡De la laguna color añil! (amor!)
Y haces el amor, al brotar entre rivales
Hay agua en el puente (ora mi Dios!)
Sé que mi corazón
Recuerda tu alma, recuerdan!
El llanto, las penas se esparcen
Más suaves que el dolor, de la luna añil!
En mi casa de paja, cantando de amor
¡Ay, cómo vivo feliz!
Escrita por: Catulo Cearense / Ernesto Nazareth