Tião Mané
Quando amanhece o dia lá no pé da serra,
A paisagem é tão linda de se ver,
Os passarinhos cantando,
O gado pastando, aquele aroma da flor do campo,
Lugar melhor igual a esse não há,
Aqui eu nasci aqui mesmo quero morrer,
Eu sou um caipira daqueles bem sistemático,
Não vou na sua casa, pra você não ir na minha,
Não compro fiado, e não empresto dinheiro pra ninguém,
Não gosto de conversa fiada,
Comigo a prosa é bem curtinha,
Eu só vou na cidade, pra comprar o necessário,
E pra receber uns trocados, das terras que arrendei, aqui do lado,
Para um tar de Ronaldo leiteiro um sujeito bem educado,
Todas as tardes eu sento na varanda,
Pra curtir uma boa moda sertaneja,
Adoro tocar uma viola, e cantar as modas, do Tião carreiro,
Esse é o meu jeito simples de ser,
Aqui onde eu moro,
Sou mais conhecido como Tião Mané,
O rei do café.
Tião Mané
Cuando amanece el día allá en el pie de la sierra,
El paisaje es tan hermoso de ver,
Los pajaritos cantando,
El ganado pastando, ese aroma de la flor del campo,
No hay lugar mejor igual a este,
Aquí nací y aquí mismo quiero morir,
Soy un campesino de esos bien sistemáticos,
No voy a tu casa, para que tú no vayas a la mía,
No compro a crédito, y no presto dinero a nadie,
No me gusta la charla sin sentido,
Conmigo la conversación es bien corta,
Solo voy a la ciudad, para comprar lo necesario,
Y para recibir unos pesos, de las tierras que arrendé, aquí al lado,
Para un tal Ronaldo lechero, un tipo muy educado,
Todas las tardes me siento en la terraza,
Para disfrutar de una buena música sertaneja,
Me encanta tocar una guitarra, y cantar las canciones, de Tião Carreiro,
Este es mi modo simple de ser,
Aquí donde vivo,
Soy más conocido como Tião Mané,
El rey del café.
Escrita por: Rodrigo Magalhães