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Frontera Norte

Espantalho

Fronteira Norte

Veja as setas de madeira podre sem direção
Você caminha em passos de outros,
E (ainda assim) não sente o chão
Depois que nos calam a boca,
Viramos panelas de pressão
E os batimentos acelerados,
Sinta o bafo de minha respiração

Pintamos quadros e quadros
Como um van gogh índio
Pisamos na lama
E escrevemos poemas debaixo de chuva
Em tardes nubladas de mantos vermelhos...
Já tenho saudades de agora,
Como se fosse o meu prêmio

Irei gritar pra quem não quer ouvir:
Faremos as novas canções
Vocês não sabem o que existe aqui:
O envolvimento de novas canções
Se isso é medo de tentar sentir,
O sentimento de novas canções
Vocês são índios de olhos azuis...

Sob o ferro e o fogo de velhas instituições
Eu desprezo e esqueço nocivas pregações
Com o peito aberto pra nova era
Não guardar rancor, assim não há guerra

Irei cantar em memória
Dos mais de 6 milhões que viveram aqui
Seremos gratos pela cor de nossa «raça»
Que enobrece a nossa alma
Uma mistura de todas as outras «raças»,
Belas, amadas, que transformariam um povo
E um país mais belo e justo

Não é para guardar rancor, nem pra ferir
É pra você saber o que existe aqui

Nós somos índios de olhos azuis

Frontera Norte

Mira las flechas de madera podrida sin dirección
Caminas con pasos ajenos,
Y (aún así) no sientes el suelo
Después de que nos callan la boca,
Nos convertimos en ollas a presión
Y los latidos acelerados,
Siente el aliento de mi respiración

Pintamos cuadros y cuadros
Como un van gogh indígena
Pisamos el barro
Y escribimos poemas bajo la lluvia
En tardes nubladas de mantos rojos...
Ya extraño este momento,
Como si fuera mi premio

Gritaré a quienes no quieren escuchar:
Haremos nuevas canciones
Ustedes no saben lo que hay aquí:
El compromiso de nuevas canciones
Si esto es miedo de intentar sentir,
El sentimiento de nuevas canciones
Ustedes son indios de ojos azules...

Bajo el hierro y el fuego de viejas instituciones
Desprecio y olvido las nocivas predicaciones
Con el pecho abierto a la nueva era
No guardar rencor, así no hay guerra

Cantaré en memoria
De los más de 6 millones que vivieron aquí
Estaremos agradecidos por el color de nuestra 'raza'
Que enaltece nuestra alma
Una mezcla de todas las demás 'razas',
Hermosas, amadas, que transformarían un pueblo
Y un país más hermoso y justo

No es para guardar rencor, ni para herir
Es para que sepas lo que hay aquí

Somos indios de ojos azules

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