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Coríntio

Estação das Brumas

Coríntio

O choro vem dos cantos
Perdidos na escuridão
Juro, não sou doente
... mas sofro do coração

A prostituta que me amava foi embora
Com sete facas no seu ventre
Enquanto escrevo meu futuro com a mão esquerda
Eu me confesso com as paredes

Me deixe dormir...
Me deixe dormir...
Me deixe dormir...
... me deixe em paz

Ascendo velas no meu quarto e jogo sal no chão
Desenho simbolos estranhos, faço uma oração
Na minha vida nunca tive proteção
Fui alvo fácil do veneno do seu coração

Eu mesmo tive o trabalho de lhe enterrar
Para ter certeza de que você não ia mais voltar...
...usei raiva, pedra e cimento

Não diga que sou cruel mas grite por Deus
Há sempre uma traição...
...mesmo no céu

O choro vem dos cantos
Perdidos na escuridão
Juro, não sou doente
...mas sofro do coração

Sete batidas na minha porta
Você quer entrar, se arrastando pelo chão
Ferindo o ar com desespero, gemendo o meu nome...
...e vomitando o sobrenome

Coríntio

El llanto viene de los rincones
Perdidos en la oscuridad
Juro, no estoy enfermo
...pero sufro del corazón

La prostituta que me amaba se fue
Con siete cuchillos en su vientre
Mientras escribo mi futuro con la mano izquierda
Me confieso con las paredes

Déjame dormir...
Déjame dormir...
Déjame dormir...
... déjame en paz

Enciendo velas en mi habitación y esparzo sal en el suelo
Dibujo símbolos extraños, rezo una oración
En mi vida nunca tuve protección
Fui presa fácil del veneno de tu corazón

Fui yo mismo quien se encargó de enterrarte
Para asegurarme de que no volverías más...
...usé rabia, piedra y cemento

No digas que soy cruel pero grita por Dios
Siempre hay una traición...
...incluso en el cielo

El llanto viene de los rincones
Perdidos en la oscuridad
Juro, no estoy enfermo
...pero sufro del corazón

Siete golpes en mi puerta
Quieres entrar, arrastrándote por el suelo
Hiriendo el aire con desesperación, gimiendo mi nombre...
...y vomitando mi apellido

Escrita por: Rafael Oliveda