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Inercia

Estado de Sítio

Inércia

Erros não serão em vão
As faces arredias mostram
Novas agressões que irão surgir
Meu caminho é rasgado
Não por causa própria
Uma espécie na contramão

Mas então o que se espera
Se a engrenagem já cedeu?
Inércia que se alastrou pelos museus

Surdez vestindo fumaça pesada
Discurso ensanguentado
Quando o sino bate a fé vai coagir
Fala em sangue sem sangrar
Toca mas não marca
Bela poesia de impostor

Palavras negadas sob o sol
Signo de febre que não dói
O vício calejou o próprio calcanhar
Não existe outra opção
Pode vir agora, seja como for
É muito pouco

Inercia

Errores no serán en vano
Las caras esquivas muestran
Nuevas agresiones que surgirán
Mi camino está desgarrado
No por causa propia
Una especie en sentido contrario

Pero entonces, ¿qué se espera?
¿Si el engranaje ya cedió?
Inercia que se ha extendido por los museos

Sordera vistiendo humo denso
Discurso ensangrentado
Cuando la campana suena, la fe coaccionará
Habla en sangre sin sangrar
Toca pero no marca
Hermosa poesía de impostor

Palabras negadas bajo el sol
Signo de fiebre que no duele
El vicio ha callosado el propio talón
No hay otra opción
Puede venir ahora, sea como sea
Es muy poco

Escrita por: Aluízio Jr / Danyel Sueth / Neto Zitão