Milonguita
Acordar no frio
Lembrar do dia cinzento
Quando a dor e o lamento
Chegaram na mesma hora
A Maria foi embora
Levando meu sentimento
Foi pra longe do meu peito
Deixando marcas de espora
Eu peguei a estrada
Fiz o meu caminho
Aprendi a ser sozinho
Cercado de liberdade
Deixa eu te contar
Sobre o que é o amor
Perdoa, meu senhor
Mas onde nasce a flor
Também mora o espinho
Coração vazio
Em um corpo abandonado
Preciso ser abraçado
Por alguém da minha terra
Quero acabar a guerra
Ter paz em todo lugar
Não ter que pedir perdão
Por não poder te esperar
Eu não disse adeus
Nem o que eu queria
Pra esquecer da Maria
E não morrer de saudade
Deixar eu te contar
Sobre o que o que é o amor
Desculpa, meu senhor
Mas sinto tanta dor
Por não ter mais a flor
Para de chorar (por nada)
Para de sofrer (por nada)
Pare de cair (por nada)
Para de morrer (por nada)
Para de amar (por nada)
Para de correr (por nada)
Para de matar (por nada)
Para de viver (por nada)
Milonguita
Recordar en el frío
Recordar el día gris
Cuando el dolor y el lamento
Llegaron al mismo tiempo
María se fue
Llevándose mi sentimiento
Se fue lejos de mi pecho
Dejando marcas de espuela
Tomé el camino
Hice mi camino
Aprendí a estar solo
Rodeado de libertad
Déjame contarte
Sobre lo que es el amor
Perdona, mi señor
Pero donde nace la flor
También vive la espina
Corazón vacío
En un cuerpo abandonado
Necesito ser abrazado
Por alguien de mi tierra
Quiero terminar la guerra
Tener paz en todo lugar
No tener que pedir perdón
Por no poder esperarte
No dije adiós
Ni lo que quería
Para olvidar a María
Y no morir de añoranza
Déjame contarte
Sobre lo que es el amor
Disculpa, mi señor
Pero siento tanto dolor
Por no tener más la flor
Deja de llorar (por nada)
Deja de sufrir (por nada)
Deja de caer (por nada)
Deja de morir (por nada)
Deja de amar (por nada)
Deja de correr (por nada)
Deja de matar (por nada)
Deja de vivir (por nada)
Escrita por: Esteban Tavares