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Periferia

Estigma Sonoro

Periferia

Periferia ainda são becos e vielas
Não vejo grito por justiça nem reação à dor
Eu vejo os bares, álcool, manos que ficaram com a sequela
Não reconhecem a própria história, chicote do feitor

Estude a nossa história (aviso as gerações)
África e América latina (veja as nossas formações)
Leia sobre Cuba
As guerras sobre as ditaduras vejo ela nas periferias todos os dias
Povos corriqueiros vivem sofrimento e muita dor

Vejo as casas construídas erguidas para cima
Não vejo mais árvores e poucos meninos empinam a pipa
E o capital é o mal de todos os maus
Como as armas nucleares destrói todas as nações

Alan na rima desequilibrado (sempre desequilibrado)
Tentando ser o equilibrado (sempre mais equilibrado)
Sou o rap nacional da zona oeste me diga quem é você?
Tente entender, busque para compreender
Que o êxito e a conquista só depende de você

Periferia ainda é periferia
Ruas escuras, barracos, vielas e muros
Roda de samba, rap na rua, felicidade condiz
Vida simples, final de semana, povo alegre feliz

Tem muitas coisas na periferia que nunca irão mudar
Como o cheiro de churrasco no final de semana exalando no ar
Crianças descalças nas ruas correndo pra lá e pra cá
Tomando banho de chuva se divertindo da forma que dá

Tenho orgulho do povo do gueto
Que mesmo sofrendo passando veneno
Não joga a toalha acredita em si mesmo
Corre atrás daquilo que quer
Sempre batendo de frente sem medo

Vários aqui são assim
Inspiração exemplo pra mim
Tenho fé que o que quero posso conseguir
Basta lutar nunca desistir
Desse jeito a vitória é certa no fim
Pra mim, pra você, pra todos daqui

Então meu irmão
Abra seus olhos seu coração
Não viva em vão
Pois vários do gueto alcançaram a vitória e no topo agora estão

Seja no samba, no rap ou no reggae
Nossa cota é a felicidade
Faça sua corre pra traz nunca olhe
Troque de igual não seja covarde
Vá atrás da vitória não importa a hora
Invista em você
A elite a escória quer que nossa história
Seja resumida a nunca vencer

Periferia ainda é periferia
Ruas escuras, barracos, vielas e muros
Roda de samba, rap na rua, felicidade condiz
Vida simples, final de semana, povo alegre feliz

Vagando por aí nesse mundão
Nem vi o tempo passar só vi a solidão
Eu quero tudo, mas as vezes eu não quero nada
Só quero curtir meu rap e tomar a minha breja gelada

(Hey, hey) eu já dei tiro na escuridão
Hoje eu escrevo o meu rap que vem do um coração
Vejo a tristeza e o nada de um sonhador
Eu vejo o nosso capital na mão do opressor

Sobrevivência sempre foi a nossa conduta
Juro que eu acreditava, mas essa história não muda
Quero o meu dinheiro para a nova era
Quem sabe para crianças para o futuro da favela

Você tem pensamento diferente, mas o meu talento não tem
Eu também leio livros, mas escrevo o que convém
Sou o alan na rima do rap nacional
Escrevo o que o boy odeia pensamento criminal

Periferia ainda é periferia
Ruas escuras, barracos, vielas e muros
Roda de samba, rap na rua, felicidade condiz
Vida simples, final de semana, povo alegre feliz

Periferia

Periferia aún son callejones y veredas
No veo gritos de justicia ni reacciones al dolor
Veo los bares, el alcohol, hermanos que quedaron con la secuela
No reconocen su propia historia, látigo del opresor

Estudia nuestra historia (aviso a las generaciones)
África y América Latina (mira nuestras formaciones)
Lee sobre Cuba
Las guerras sobre las dictaduras las veo en las periferias todos los días
Pueblos comunes viven sufrimiento y mucho dolor

Veo las casas construidas levantadas hacia arriba
No veo más árboles y pocos niños vuelan la cometa
Y el capital es el mal de todos los males
Como las armas nucleares destruyen todas las naciones

Alan en la rima desequilibrado (siempre desequilibrado)
Intentando ser el equilibrado (siempre más equilibrado)
Soy el rap nacional de la zona oeste, dime quién eres tú?
Intenta entender, busca para comprender
Que el éxito y la conquista solo dependen de ti

Periferia aún es periferia
Calles oscuras, tugurios, veredas y muros
Ronda de samba, rap en la calle, felicidad acorde
Vida simple, fin de semana, pueblo alegre y feliz

Hay muchas cosas en la periferia que nunca van a cambiar
Como el olor a asado en el fin de semana exhalando en el aire
Niños descalzos en las calles corriendo de aquí para allá
Tomando baño de lluvia divirtiéndose como pueden

Tengo orgullo del pueblo del gueto
Que a pesar de sufrir, pasando veneno
No tira la toalla, cree en sí mismo
Persigue lo que quiere
Siempre enfrentando sin miedo

Varios aquí son así
Inspiración y ejemplo para mí
Tengo fe que lo que quiero puedo conseguir
Solo hay que luchar, nunca desistir
De esta manera la victoria es segura al final
Para mí, para ti, para todos aquí

Entonces, hermano
Abre tus ojos y tu corazón
No vivas en vano
Porque varios del gueto alcanzaron la victoria y ahora están en la cima

Ya sea en samba, en rap o en reggae
Nuestra cuota es la felicidad
Haz tu corre, nunca mires atrás
Cambia de igual, no seas cobarde
Ve tras la victoria, no importa la hora
Invierte en ti
La élite, la escoria quiere que nuestra historia
Sea resumida a nunca vencer

Periferia aún es periferia
Calles oscuras, tugurios, veredas y muros
Ronda de samba, rap en la calle, felicidad acorde
Vida simple, fin de semana, pueblo alegre y feliz

Vagando por ahí en este gran mundo
No vi pasar el tiempo, solo vi la soledad
Quiero todo, pero a veces no quiero nada
Solo quiero disfrutar mi rap y tomar mi cerveza fría

(Hey, hey) ya disparé en la oscuridad
Hoy escribo mi rap que viene del corazón
Veo la tristeza y el vacío de un soñador
Veo nuestro capital en manos del opresor

Sobrevivencia siempre fue nuestra conducta
Juro que creía, pero esta historia no cambia
Quiero mi dinero para la nueva era
Quién sabe para los niños, para el futuro de la favela

Tienes pensamientos diferentes, pero mi talento no tiene
Yo también leo libros, pero escribo lo que conviene
Soy Alan en la rima del rap nacional
Escribo lo que el chico odia, pensamiento criminal

Periferia aún es periferia
Calles oscuras, tugurios, veredas y muros
Ronda de samba, rap en la calle, felicidad acorde
Vida simple, fin de semana, pueblo alegre y feliz

Escrita por: Ronildo Almeida de Souza, Alan Carlos Lima Almeida