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Nuevo Trueno

Estranhos No Ninho

Novo Trovão

Cravou em meu peito um novo trovão

Entramos sozinhos
Sozinhos no amor
Um egoísmo que amou

Poeiras amargas
Pelas salas
Que não cobriam

Na terra sem tempo
Meu fôlego sem fogo

Selvagens suspiros
Nos arrancavam
Pelos braços

Pulsações em descompasso
Criavam náufragos
Somos náufragos

Na terra sem tédio
Só uma triste prisão

Pontualmente em meu peito
Um novo trovão alucinado
Eletrocuta a noite
Finca o cerne das cores
Prega meu sangue com outro
Feito de miragem
Espasmos
Luz

(Juntos somos nômades
Almas assassinas
Vagando as avenidas
Neste automóvel inevitável
À espreita do brilho
De um novo trovão)

Nuevo Trueno

Clavó en mi pecho un nuevo trueno

Entramos solos
Solos en el amor
Un egoísmo que amó

Polvos amargos
Por los salones
Que no cubrían

En la tierra sin tiempo
Mi aliento sin fuego

Suspiros salvajes
Nos arrancaban
Por los brazos

Palpitaciones descompasadas
Creaban náufragos
Somos náufragos

En la tierra sin tedio
Solo una triste prisión

Puntualmente en mi pecho
Un nuevo trueno alucinado
Electrocuta la noche
Clava el corazón de los colores
Clava mi sangre con otro
Hecho de espejismo
Espasmos
Luz

(Juntos somos nómades
Almas asesinas
Vagando por las avenidas
En este automóvil inevitable
Acechando el brillo
De un nuevo trueno)

Escrita por: Luís Perdiz / Matheus Frainer