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Hasta luego

Etílicos e Sedentos

Até Mais

Eu me sinto tão esquisito
E tudo parece tão estranho
Um anjo torto vive me seguindo
Com suas asas servindo de abrigo
E os dias parecem tão iguais
A cor nos olhos o colírio faz
Vejo o mundo preto e branco envelhecido
O seu prazer já não me satisfaz

Um respiro profundo não esconde
A angústia de não poder viver
Me dê um pouquinho desse chá
Eu preciso, eu preciso me acalmar
Lamentando sempre as mesmas coisas
Conversando com um velho amigo
Por favor me dê mais um motivo
Para soltar um verdadeiro sorriso

Eu não sei porque eu fui embora
Eu não sei onde é que estou agora
Eu só sei que não chegou ao fim
E até lá escrevo poesias (2x)

Deitado no concreto do muro
Olhando você lá no alto
Será que existe alguém aí em cima
Que vigia o inferno aqui embaixo?
Não tenho respostas do porque
Não vejo nenhuma porta aberta
Para que eu possa entender
Isso tudo que insiste em me vencer

Sei que isso não passou de um sonho
De um outono cruel e mal dormido
Que foi embora, nunca mais voltou
Logo depois meu cachorro me acordou
Hoje ando entorpecido pelas nuvens
Aqui em cima é muito legal
Não vejo motivos pra voltar
Sem o seu colo para pousar

Eu não sei porque eu fui embora
Eu não sei onde é que estou agora
Eu só sei que não chegou ao fim
E até lá escrevo poesias (2x)

E até lá escrevo poesias
E até mais, escrevendo poesias..

Hasta luego

Me siento tan raro
Y todo parece tan extraño
Un ángel torcido me sigue
Con sus alas sirviendo de refugio
Y los días parecen tan iguales
El color en los ojos hace el colirio
Veo el mundo en blanco y negro envejecido
Tu placer ya no me satisface

Un respiro profundo no esconde
La angustia de no poder vivir
Dame un poco de ese té
Lo necesito, necesito calmarme
Siempre lamentando las mismas cosas
Hablando con un viejo amigo
Por favor, dame una razón más
Para soltar una verdadera sonrisa

No sé por qué me fui
No sé dónde estoy ahora
Solo sé que no ha terminado
Y hasta entonces escribo poesías (2x)

Acostado en el concreto del muro
Mirándote allá arriba
¿Habrá alguien allá arriba
Que vigile el infierno aquí abajo?
No tengo respuestas del por qué
No veo ninguna puerta abierta
Para que pueda entender
Todo esto que insiste en vencerme

Sé que todo esto fue solo un sueño
De un otoño cruel y mal dormido
Que se fue, nunca volvió
Justo después mi perro me despertó
Hoy camino aturdido entre las nubes
Aquí arriba es muy agradable
No veo razones para volver
Sin tu regazo para posar

No sé por qué me fui
No sé dónde estoy ahora
Solo sé que no ha terminado
Y hasta entonces escribo poesías (2x)

Y hasta entonces escribo poesías
Y hasta luego, escribiendo poesías..

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