A História de Uma Vizinha e Seu Chá de Cogumelo (Parte 2)
Outrora quando sua totalidade mental
Se perdia entre alguns segundos de espasmos
Oh! Minha querida amiga, folha de papel branco
Eu tenho medo de enlouquecer para sempre!
Dona folha por sua vez nada falava pois
Boca nunca teve e mímica é em vão
Não a faz compreender outra percepção
Por volta da quinta hora arrotando as passas de um arroz à grega
Perdia-se ainda mais a noção do tempo, objeto, interação
Sons imaginários, ruídos vindos do céu
Doze horas dormindo
Flashes seguem surgindo
Por incrível que pareça
Ainda esses flashes
E se por acaso eu não ignorasse tudo isso
E então deixasse fluir mesmo que eu não tenha certeza
Fluir mesmo, que eu não tenha certeza
Precisando comer algo que não fosse uma bomba
Estava certa de que um melão cairia bem
Desde que não caísse de muito alto
E o mais estranho é aquela sensação de melão, sem melão
Que não menos do que esperado
Foi útil só pra lembrar
Da importância da imaginação
La Historia de una Vecina y su Té de Champiñones (Parte 2)
Antes, cuando su cordura se perdía
En unos segundos de espasmos
¡Oh, querida amiga, hoja de papel blanco!
¡Temo enloquecer para siempre!
La hoja, en silencio, nada decía
Sin boca que hablar, la mímica es en vano
No la hace comprender otra percepción
Cerca de la quinta hora, eructando las pasas de un arroz a la griega
Se perdía aún más la noción del tiempo, objeto, interacción
Sonidos imaginarios, ruidos del cielo
Doce horas durmiendo
Flashes continúan apareciendo
Increíblemente
Aún esos flashes
Y si por casualidad no ignorara todo esto
Y dejara fluir, aunque no esté seguro
Fluir, aunque no esté seguro
Necesitando comer algo que no fuera una bomba
Estaba segura de que un melón caería bien
Siempre y cuando no cayera desde muy alto
Y lo más extraño es esa sensación de melón, sin melón
Que, no menos de lo esperado
Fue útil solo para recordar
La importancia de la imaginación