Lona Preta
O ônibus estrala e não desiste da estrada.
Estou reconhecendo o cheiro do caminho,
Muitos que neles seguem e já foram machucados,
Ainda trazem as marcas das balas de borracha.
Quem luta não é triste e não está só,
A terra é o destino do amanhã.
Uma voz ecoa sobre o campo ocupado,
Três salvas de foguete e já estamos lado a lado.
Somos todos sem terra.
Não desistimos da estrada.
Ocupação lona preta.
Um sonho de terra farta.
A luta por justiça, não é aventura,
Não falta braço pra virar a terra.
Seguir em frente e mudar estruturas,
Plantar sementes pra brotar bandeiras.
Quem luta não é triste e não está só
A terra é o destino do amanhã.
Uma voz ecoa sobre o campo ocupado,
Três salvas de foguete e já estamos lado a lado.
Lona Negra
El autobús ruge y no se detiene en el camino.
Reconozco el olor del camino,
Muchos que lo siguen y han sido heridos,
Aún llevan las marcas de las balas de goma.
Quien lucha no está triste y no está solo,
La tierra es el destino del mañana.
Una voz resuena sobre el campo ocupado,
Tres salvas de cohetes y ya estamos lado a lado.
Todos somos sin tierra,
No abandonamos el camino.
Ocupación lona negra,
Un sueño de tierra fértil.
La lucha por justicia no es una aventura,
No faltan brazos para trabajar la tierra.
Seguir adelante y cambiar estructuras,
Sembrar semillas para que broten banderas.
Quien lucha no está triste y no está solo,
La tierra es el destino del mañana.
Una voz resuena sobre el campo ocupado,
Tres salvas de cohetes y ya estamos lado a lado.
Escrita por: Carlos Lots / Jeferson Pinheiro / Marcelo Cougo / Sandré Sarreta