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Brasil de Adentro

Eugenio Leandro

Brasil de Dentro

Vitória Régia, foi o que vi
Num arranha-céu de Fortaleza
Com a clareza do sertão pernambucano
Paraiba já me deu bem três amores
Mas, como um trem, que nunca vi pro Amazonas

Minhas lembranças cheiram mais que o eucalipto
Que eu tirei de dentro das Minas Gerais
Espírito Santo pode contar as Vitórias
Que eu cantei batendo em cada endereço

A cajarana doce no sopé da serra
Que eu tanto quis provar de novo ao regressar
Se na mata já não tem mais carnaúba
Na bandeira do Brasil falta uma cor

Era uma casa branca, um flamboyant defronte
Duas crianças lá no rio a mergulhar
Era eu, era ela, era ela, e eu
Que fui embora e me perdi daquele amor

Parti em cada caminhão de Limoeiro
Não sei se volto, não sei se fico, não sei se morro
Só sei que chego de viagem tão cansado
E com vontade de deitar na rede

Brasil de Adentro

Victoria Regia, fue lo que vi
En un rascacielos de Fortaleza
Con la claridad del sertão pernambucano
Paraíba ya me dio bien tres amores
Pero, como un tren, que nunca vi hacia el Amazonas

Mis recuerdos huelen más que el eucalipto
Que saqué de dentro de Minas Gerais
Espíritu Santo puede contar las Victorias
Que canté golpeando en cada dirección

La cajarana dulce en la falda de la sierra
Que tanto quise probar de nuevo al regresar
Si en el bosque ya no hay más carnaúba
En la bandera de Brasil falta un color

Era una casa blanca, un flamboyán enfrente
Dos niños allí en el río nadando
Era yo, era ella, era ella, y yo
Que me fui y me perdí de ese amor

Partí en cada camión de Limoeiro
No sé si vuelvo, no sé si me quedo, no sé si muero
Solo sé que llego de viaje tan cansado
Y con ganas de acostarme en la hamaca

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