Antônio Pitanga - Um Negro Em Movimento
Meu povo chegou de Daomé
Escravizado pela mão do invasor
Trazendo na alma axé
A fé foi alento na dor
Nasci em são salvador da Bahia
De todos os santos, ogum é meu guia
Subo a ladeira do Pelô
A batucada começou, tem capoeira (ê, camará!)
Histórias de um griô
Memórias vindas de lá do gantois
Ôôôô do barravento vem a força da transformação
Ôôô do meu quilombo ecoa um grito de libertação
No cinema novo fiz brotar
Resistência popular, eu sou Pitanga!
Na tela a pele negra reluz
Um gingado que seduz, eu sou pitanga!
Com raça venci preconceitos
Mostrei meu talento e opinião
Na oficina da arte segui lutando contra a opressão
Deixei o sol entrar, vivi lindas manhães
Meus frutos vi crescer
Rio de Janeiro, de braços abertos, me acolheu
Pra você eu tiro o chapéu, mangueira
Estação primeira do meu coração
No céu, a estrela não vai se apagar
Brilha na terra, ilumina o mar
É sentimento que não tem fim
Bendito amor que mora em mim
Sou Porto da Pedra, chegou o momento!
No berço do samba, nosso apogeu
Guerreiro e bamba, negro em movimento
Esse mundo é meu!
Antônio Pitanga - Un Negro en Movimiento
Mi gente llegó de Daomé
Esclavizada por la mano del invasor
Llevando en el alma axé
La fe fue alivio en el dolor
Nací en Salvador de Bahía
De todos los santos, Ogum es mi guía
Subo la cuesta del Pelourinho
La batucada empezó, hay capoeira (¡eh, camarada!)
Historias de un griot
Recuerdos que vienen de allá, del Gantois
De la brisa marina viene la fuerza de la transformación
De mi quilombo resuena un grito de liberación
En el cine nuevo hice brotar
Resistencia popular, ¡soy Pitanga!
En la pantalla la piel negra resplandece
Un movimiento que seduce, ¡soy Pitanga!
Con garra vencí prejuicios
Mostré mi talento y opinión
En el taller del arte seguí luchando contra la opresión
Dejé entrar el sol, viví hermosas mañanas
Vi crecer mis frutos
Río de Janeiro, con los brazos abiertos, me acogió
Para ti me quito el sombrero, Mangueira
Estación primera de mi corazón
En el cielo, la estrella no se apagará
Brilla en la tierra, ilumina el mar
Es un sentimiento que no tiene fin
Bendito amor que habita en mí
Soy Porto da Pedra, ¡llegó el momento!
En la cuna del samba, nuestro apogeo
Guerrero y bamba, negro en movimiento
¡Este mundo es mío!
Escrita por: Adelyr / Alexandre Villela / Bira / Bruno Soares / Claudinho Guimarães / Duda SG / Eric Costa / Guilherme Andrade / Márcio Rangel / Oscar Bessa / Paulo Borges / Rafael Raçudo