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Sueños (feat. Criolo)

Fabio Brazza

Sonhos (part. Criolo)

Perdi meus sonhos por aí
Será que alguém viu, será?
Será que deixei no trabalho antes de sair?
Será que foi quando eu desci do trem?
Perdi o meu sonho não consigo encontrar
Será que esqueci no coração de alguém?
Será? Será?

(Han) disseram que no futuro
Alguns sonhos serão proibidos
Travesseiros serão grampeados
E eles serão rastreados pelos algoritmos
De alguma máquina
Que tentarão reduzir nossos sonhos
E fabricar novos sonhos
Que se enquadrem no consumo
Dessa nova lógica
Acoplados com defeitos de fábrica
Mas não existe máquina
Capaz de traduzir o nosso riso, nossa lágrima
A nossa lúdica, nossa música, nossa mística
Nossa mágica
É por isso que eu amo
Por isso que eu componho
Não trabalho com senhas
Trabalho com sonhos

(E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor, devolva-me, devolva-me
E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor, devolva-me, devolva-me)

Não acredito em sonhos
A cadeia está cheio deles
Que viraram pesadelos
Mas aí que tá, sonhos tem asas
E não podemos prendê-los
Por mais que acorrentem nossos tornozelos
Não podemos vendê-los
Nem podemos comprar!
Mata um homem mas seu sonho
Não se pode matar!

(E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor devolva-me, devolva-me
E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor devolva-me, devolva-me)

Perdi meu sonho por aí
Será que eu deixei cair
Na fronha de um dia cansado
Ou larguei no meio de um busão lotado
Pois um busão cheio
É um cemitério de sonhos
Será que eu não vi
Que quando abri mão de quem sou
Meu sonho se cansou
E resolveu fugir
Como posso enxergar além?

Sem meus sonhos eu não sou ninguém
Tudo que tenho ofereço e disponho
Porém, eu imploro devolva meu sonho
Pois um sonho é tudo que um poeta tem!
(E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor, devolva-me, devolva-me
E se alguém viu meu sonho por aí
Por favor, devolva-me, devolva-me)

Sueños (feat. Criolo)

Perdí mis sueños por ahí
¿Será que alguien los vio, será?
¿Será que los dejé en el trabajo antes de salir?
¿Será que fue cuando bajé del tren?
Perdí mi sueño, no lo puedo encontrar
¿Será que lo olvidé en el corazón de alguien?
¿Será? ¿Será?

(Han) dijeron que en el futuro
Algunos sueños estarán prohibidos
Las almohadas serán selladas
Y serán rastreadas por los algoritmos
De alguna máquina
Que intentará reducir nuestros sueños
Y fabricar nuevos sueños
Que se ajusten al consumo
De esta nueva lógica
Acoplados con defectos de fábrica
Pero no existe máquina
Capaz de traducir nuestra risa, nuestra lágrima
Nuestra lúdica, nuestra música, nuestra mística
Nuestra mágica
Por eso es que amo
Por eso es que compongo
No trabajo con contraseñas
Trabajo con sueños

(Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme
Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme)

No creo en sueños
La cárcel está llena de ellos
Que se convirtieron en pesadillas
Pero ahí está, los sueños tienen alas
Y no podemos atraparlos
Por más que encadenen nuestros tobillos
No podemos venderlos
¡Ni podemos comprarlos!
Mata a un hombre, pero su sueño
No se puede matar!

(Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme
Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme)

Perdí mi sueño por ahí
¿Será que lo dejé caer
En la funda de un día cansado
O lo dejé en medio de un bus lleno?
Porque un bus lleno
Es un cementerio de sueños
¿Será que no vi
Que cuando solté quien soy
Mi sueño se cansó
Y decidió huir?
¿Cómo puedo ver más allá?

Sin mis sueños no soy nadie
Todo lo que tengo ofrezco y dispongo
Sin embargo, imploro, devuélveme mi sueño
¡Porque un sueño es todo lo que un poeta tiene!
(Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme
Y si alguien vio mi sueño por ahí
Por favor, devuélveme, devuélveme)

Escrita por: Fábio Brazza, Criolo