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Pacto

Fábio Cajueiro

Pacto

Tento porque sou
Um demônio feito de volúpia
E te encontrei sedenta
E senti seu hálito
Invocando meu nome
Em sussurros mágicos

Fizemos um pacto
Minha pele com a sua
Minha língua nos seus precipícios

Pra te causar vertigens
Violar castidades
Corromper as virgens
Que exercitam culpas
E transpiram vontades

Tento porque sou
Seu demônio, leio na penumbra
Os seus devaneios
Vivo dos pecados
Que inspiram seus sonhos
Febris e molhados

Fizemos um pacto
Minha pele, suas unhas
Minha língua: Jugo e suplício

Pra te causar miragens
Paisagens extremas
Centenas, milhares
De vultos vorazes
Por tanta indecência

Tento, tento, tento tanto
Porque sou o demônio
Do vislumbre de uma vida livre
De dedos em riste
De certos e errados
De nomes manchados
De Argos
De estoicismo amargo

Fizemos um pacto
Sua pele, minha gula
Suas curvas: Meu domicílio
Pra te causar rastilhos
Fagulhas, centelhas, fulgores
Fusões nucleares
Erupções solares

Pacto

Intento porque soy
Un demonio hecho de lujuria
Y te encontré sedienta
Y sentí tu aliento
Invocando mi nombre
En susurros mágicos

Hicimos un pacto
Mi piel con la tuya
Mi lengua en tus abismos

Para causarte vértigos
Violar castidades
Corromper a las vírgenes
Que ejercen culpas
Y transpiran deseos

Intento porque soy
Tu demonio, leo en la penumbra
Tus ensoñaciones
Vivo de los pecados
Que inspiran tus sueños
Febriles y mojados

Hicimos un pacto
Mi piel, tus uñas
Mi lengua: Yugo y suplicio

Para causarte alucinaciones
Paisajes extremos
Cientos, miles
De figuras voraces
Por tanta indecencia

Intento, intento, intento tanto
Porque soy el demonio
Del destello de una vida libre
De dedos acusadores
De aciertos y errores
De nombres manchados
De Argos
De estoicismo amargo

Hicimos un pacto
Tu piel, mi gula
Tus curvas: Mi morada
Para provocarte mechas
Chispas, destellos, fulgores
Fusiones nucleares
Erupciones solares

Escrita por: Fábio Cajueiro