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Hijo Pródigo

Fábio Ramos

Filho Pródigo

Pai, falhei, te fiz chorar
Soube que pela fresta da porta o Senhor me viu fugir
No meu guarda-roupa estão os vestidos e os sapatos que eu desprezei
Sei que estava no meu quarto vazio e sentia minha falta
Sei que o meu sorriso de menino, Pai... Oh! Meu Pai... O Senhor não esqueceu
Ainda trago na memória as brincadeiras de crianças, brinquedos jogados na sala
O fazendeiro Iníquo não pode contigo oh! Pai.
Ainda sim quis me matar, mas eu no meio dos porcos
Lembrei-me dos jornaleiros fiéis... Fiéis.
Sonhei nas noites de terror, senti o Teu perfume meu Pai...
No meio do enxofre, ensaiei uma oração
Comparei-me aos Teus servos e então... Levantei-me,
Quis ser um jornaleiro, mas Tu me lembraste...
Que eu ainda era o Teu herdeiro...

Pai oh! Meu Pai... Daí-me de volta o meu anel
Pai oh! Meu Pai... Daí-me de volta os meus vestidos
Pai oh! Meu Pai... Quero calçar de novo os sapatos da justiça
Pai amado pode matar o novilho gordo que eu voltei
Anuncie aos vizinhos que o seu filho morto reviveu,
O novilho gordo morreu vamos festejar
Eu estou de volta... E desta vez é pra ficar.

Hijo Pródigo

Padre, fallé, te hice llorar
Supe que por la rendija de la puerta el Señor me vio huir
En mi armario están los vestidos y los zapatos que desprecié
Sé que estaba en mi habitación vacía y me hacía falta
Sé que mi sonrisa de niño, Padre... ¡Oh! Mi Padre... No te olvidaste
Todavía recuerdo las travesuras de niños, juguetes tirados en la sala
El granjero Inicuo no puede contigo, oh Padre
Aun así quiso matarme, pero yo entre los cerdos
Recordé a los jornaleros fieles... Fieles
Soñé en las noches de terror, sentí Tu perfume, Padre mío
En medio del azufre, ensayé una oración
Me comparé con Tus siervos y entonces... Me levanté
Quise ser un jornalero, pero Tú me recordaste
Que aún era Tu heredero

Padre, oh Padre mío... Devuélveme mi anillo
Padre, oh Padre mío... Devuélveme mis vestidos
Padre, oh Padre mío... Quiero calzar de nuevo los zapatos de la justicia
Padre amado, puedes sacrificar el becerro gordo que he vuelto
Anuncia a los vecinos que tu hijo muerto ha revivido
El becerro gordo ha muerto, vamos a celebrar
Estoy de vuelta... Y esta vez es para quedarme.

Escrita por: Aldery Nelson Rocha / Fábio Ramos