Inimigo do Estado
No vai e vem apertado da selva de pedra (vai, vai, vai)
O corpo mirrado nunca se entrega (não, não)
Entre Jesus, Marias e o Diabo
Os deuses por aqui são vários
Mas nunca, nunca são escutados
É o espelho da alma
Do caos, da lama
E de quem mata
De quem ama
De quem chora
E de quem sangra
De quem ainda respira
E se vira sem fama
O sangue que escorre é nosso
Não é ator, a vida é real
Não é onda
É um mar de gente dizendo adeus
Eu? Eu sou apenas um eco
De milhares, de milhões iguais a mim
Que lutaram, que tombaram
Pra que hoje pudéssemos existir
Não me apago
Me refaço
Toda vez que subo no palco
Eu sou de um lugar
Onde as lágrimas são escondidas pelo suor
Durante o esforço em meio aos destroços (pessoas)
Onde o futuro é nosso carrasco
Mal trato
Mas tão desejado
Sou filho, a filha
Sou tudo que quero ser
E quando olho no espelho da alma
Eu vejo você (faccionário, faccionária)
A vida é uma crônica
Entende?
E seu pior inimigo
Ainda é a sua mente
Enemigo del Estado
En el ajetreo apretado de la jungla de concreto (ve, ve, ve)
El cuerpo raquítico nunca se rinde (no, no)
Entre Jesús, Marías y el Diablo
Los dioses por aquí son varios
Pero nunca, nunca son escuchados
Es el espejo del alma
Del caos, del lodo
Y de quien mata
De quien ama
De quien llora
Y de quien sangra
De quien aún respira
Y se las arregla sin fama
La sangre que corre es nuestra
No es actuación, la vida es real
No es una ola
Es un mar de gente diciendo adiós
¿Yo? Yo soy solo un eco
De miles, de millones iguales a mí
Que lucharon, que cayeron
Para que hoy pudiéramos existir
No me apago
Me rehago
Cada vez que subo al escenario
Soy de un lugar
Donde las lágrimas se ocultan por el sudor
Durante el esfuerzo en medio de los escombros (personas)
Donde el futuro es nuestro verdugo
Maltrato
Pero tan deseado
Soy hijo, hija
Soy todo lo que quiero ser
Y cuando miro en el espejo del alma
Te veo a ti (facinero, facinera)
La vida es una crónica
¿Entiendes?
Y tu peor enemigo
Sigue siendo tu mente
Escrita por: Crônica Mendes / DumDum / Facção Central