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Alas de Cera

Fall mcwb

Asas de Cera

E o que será, das asas de cera
Quando o sol chegar
Na manhã fatídica
De segunda feira?

Suas asas já não batem mais
E a liberdade já não satisfaz
Quando as semanas se resumem aos finais
(Finais)

Finais de filmes trágicos, banais
Roteiros fracos
De histórias, pobres demais
Me parecem todos iguais

Emoções postas em fracos
Extraídas de matéria prima inorgânica
Resultaram relacionamentos plásticos
Amor de cera é mais que uma expressão semântica

São polímeros líquidos
Que endurecem após serem moldados
Mas ainda assim são fracos
O calor derrete ao menor sinal de contato

Não se cumpre mais o que promete
São só letras postas em contrato
Ninguém mais se compromete
Aos termos do acordo tácito

(Palavras já não valem, nada
Só enchem bolsos de advogados
Enquanto a corte branca veste Prada
A beca é limpa e bem cortada
A roupa suja é do soldado)

O corte é fundo e de navalha
A nota de corte é cega
Note que, sempre acerta
A carne que, julgam fraca

E deixaram a porta aberta
Com a luz de dentro acesa
Mas a pupila não se dilata
Ao efeito da lâmpada amarelo sépia

Brilhando fraco sobre a cabeça
Não ilumina e não traz boas ideias
Ficará sempre preso na sua caverna
Caso não acenda sua própria fogueira

Platão e seu dom
De abrir olhos de quem puseram vendas
(De quem puseram vendas)
E é tudo uma questão de interpretação

Espero que você entenda
(Espero que você entenda)
Que sua liberdade é que está em jogo
Tome cuidado

Não chegue tão perto assim do fogo
Lembre-se de ícaro
E de quanto custou caro
Fugir do labirinto, usando asas de cera

(E o que será, das asas de cera
Quando o sol chegar na manhã fatídica de segunda feira?)

Alas de Cera

¿Y qué será de las alas de cera
Cuando el sol llegue
En la fatídica mañana
Del lunes?

Sus alas ya no baten más
Y la libertad ya no satisface
Cuando las semanas se reducen a los finales
(Finales)

Finales de películas trágicas, banales
Guiones débiles
De historias, demasiado pobres
Me parecen todos iguales

Emociones puestas en débiles
Extraídas de materia prima inorgánica
Resultaron en relaciones plásticas
El amor de cera es más que una expresión semántica

Son polímeros líquidos
Que se endurecen después de ser moldeados
Pero aún así son débiles
El calor los derrite al menor contacto

Ya no se cumple lo prometido
Son solo letras en un contrato
Nadie se compromete más
A los términos del acuerdo tácito

(Las palabras ya no valen nada
Solo llenan los bolsillos de abogados
Mientras la corte blanca viste Prada
La toga está limpia y bien cortada
La ropa sucia es del soldado)

El corte es profundo y de navaja
La nota de corte es ciega
Nota que, siempre acierta
La carne que juzgan débil

Y dejaron la puerta abierta
Con la luz de adentro encendida
Pero la pupila no se dilata
Al efecto de la lámpara amarillo sepia

Brillando débil sobre la cabeza
No ilumina y no trae buenas ideas
Siempre quedará atrapado en su caverna
Si no enciende su propia hoguera

Platón y su don
De abrir los ojos de quienes les pusieron vendas
(Y quienes les pusieron vendas)
Y todo es cuestión de interpretación

Espero que entiendas
(Espero que entiendas)
Que tu libertad es la que está en juego
Ten cuidado

No te acerques tanto al fuego
Recuerda a Ícaro
Y cuánto costó caro
Escapar del laberinto, usando alas de cera

(¿Y qué será de las alas de cera
Cuando el sol llegue en la fatídica mañana del lunes?)