Bicarbonato de Sódio
Desajustado, andando sem rumo
Buscando um suspiro, de inspiração
Eu paro, respiro assustado, pois acabei
De tomar mais uma dose, de frustração
Embriagado me deito, me consome
O soluço, pois não sei o que busco
Já não sei se procuro a coragem
Ou me perco no vazio da solidão
Eu vi o seu retrato na parede
Onde eu não pus nenhum quadro
Eu não me enquadro
Nessa rede de status e sorrisos forçados
Nessas ruas que eu passo, meus caminhos
Já não encontram direção
E essa fumaça que eu trago, já não
É o suficiente pra encher o meu pulmão
As dores que eu trago, eu já não curo com remédio
As vezes eu me entrego a eternidade do meu tédio
Eu escrevo todo dia, pra me sentir vivo
Já que eu vivo me matando e pondo a culpa no meu vício
A cada fim um novo inicio
Isso pra mim é um livramento
E já faz parte do ofício
E já que é tão difícil
Eu me tacar de um precipício
Eu vou rimar tão alto até chegar no topo
E que esse tanto de desgosto
Se transforme no mais alto edifício
Isso pra mim é um livramento
Já faz parte do oficio
E já que é tão difícil
Eu me tacar de um precipício
Eu vou rimar tão alto até chegar no topo
E que esse tanto de desgosto
Se transforme no mais alto edifício
No mais alto edifício
Vagando tanto tempo, esquecido, em meio a mortos vivos
Passei ileso, desapercebido, em meio aos olhares de medo
Vocês falando em desistir, ainda não vi motivo
Eu quero o impossível, não vou pedir arrego
Essa letra é um recado pra quem me quis caído
Pro seu desespero, eu não vou parar tão cedo
Se pra você tá ruim, paciência! Tape o ouvido
Mas eu vou tirar sua paz, eu sou seu pesadelo
Eu vou gastar meu ódio
Eu nem sabia que você existia
Eu sou o Bicarbonato de Sódio
Da sua cocaína
Playboy mimado, depende da mãe
Até pra limpar o rabo
Não se aprende a viver na internet
Seu projeto de arrombado
Que por trás do teclado é macho
Cagando opinião
Deixa eu te falar um negócio
Eu mesmo sou o maior hater do meu som
Não sabe nem 1/3 da minha história
Nem do quanto eu ralo
Não passou o que eu passei
E nem entende das gíria que eu falo
E pra quem não me entende eu só lamento
Pra quem não me escuta, deixa o som mais alto
Isso daqui é o mais puro sentimento
Não tem explicação no Genius nem no dicionário
Bicarbonato de Sodio
Desajustado, caminando sin rumbo
Buscando un suspiro, de inspiración
Me detengo, respiro asustado, pues acabo
De tomar otra dosis, de frustración
Embriagado me acuesto, me consume
El sollozo, pues no sé qué busco
Ya no sé si busco el coraje
O me pierdo en el vacío de la soledad
Vi tu retrato en la pared
Donde no coloqué ningún cuadro
No encajo
En esta red de estatus y sonrisas forzadas
En estas calles que recorro, mis caminos
Ya no encuentran dirección
Y este humo que inhalo, ya no
Es suficiente para llenar mis pulmones
Las dolencias que traigo, ya no curo con medicina
A veces me entrego a la eternidad de mi aburrimiento
Escribo todos los días, para sentirme vivo
Ya que vivo matándome y culpando a mi vicio
Cada final es un nuevo comienzo
Esto para mí es un alivio
Y ya es parte del oficio
Y como es tan difícil
Lanzarme por un precipicio
Voy a rimar tan alto hasta llegar a la cima
Y que esta cantidad de desdicha
Se convierta en el edificio más alto
Esto para mí es un alivio
Ya es parte del oficio
Y como es tan difícil
Lanzarme por un precipicio
Voy a rimar tan alto hasta llegar a la cima
Y que esta cantidad de desdicha
Se convierta en el edificio más alto
En el edificio más alto
Vagando tanto tiempo, olvidado, entre los muertos vivientes
Pasé ileso, desapercibido, entre las miradas de miedo
Ustedes hablan de rendirse, aún no he visto motivo
Quiero lo imposible, no voy a pedir tregua
Esta letra es un mensaje para aquellos que me querían caído
Para tu desesperación, no voy a parar tan pronto
Si para ti está mal, ¡paciencia! Tápate los oídos
Pero voy a perturbar tu paz, soy tu pesadilla
Voy a gastar mi odio
Ni siquiera sabía que existías
Soy el Bicarbonato de Sodio
De tu cocaína
Niño mimado, depende de mamá
Hasta para limpiarse el trasero
No se aprende a vivir en internet
Tu proyecto de idiota
Que detrás del teclado es valiente
Opinando sin saber
Déjame decirte algo
Yo mismo soy el mayor crítico de mi música
No sabes ni una tercera parte de mi historia
Ni cuánto trabajo
No has pasado por lo que pasé
Y no entiendes la jerga que hablo
Y para quien no me entiende, lo lamento
Para quien no me escucha, sube el volumen
Esto es el más puro sentimiento
No tiene explicación en Genius ni en el diccionario