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Pesadillas Sombrías

Fall mcwb

Pesadelos Soturnos

Parei pra refletir como seria diferente
Se pra todos os problemas eu tivesse uma resposta
Se eu não me cobrasse tanto, todo dia
Será que é mesmo culpa minha?
Ou só desculpa pra secar outra garrafa!

Depois escrever coisas sem sentido e chamar de poesia
Pra quando alguém não entender, eu dizer que são metáforas

Passar noites em claro
Procurando rimas
Pra dar sentido pros meus dias
Expor tudo nas linhas, o que eu não digo com palavras

Vou reciclar todo esse lixo, que faz parte da minha memória
Depois consumir tudo de novo, como num ciclo vicioso
Só faz questão de ficar o que eu quero que vá embora

Vou dar um rolê lá fora
Respirar um ar diferente
Até perder a noção das horas
Vou dar um descanso pra minha mente

O clima quente, o calor no peito
Quase tonto, ainda lúcido
Daqui a pouco, mais um pouco
O afastamento, o mundo fluido

E eu comecei essa aqui sem nenhuma ideia
E eu até tinha duas opções: Escrever ou me jogar da janela
Talvez por isso, toda vez que eu pego minha caneta
É como se eu rasgasse a alma com a ponta da baioneta

Então eu faço só pra não perder o costume
É tipo meu pulmão
Eu sei que isso aqui tá me matando
Mas quanto mais os dias passam, mais ele quer que eu fume

E esses versos nem encaixam nesse beat
Eu nem sei o que é flow, também não sei se é poesia
Não sei definir isso aqui
E nem tudo bate na rima

É tipo os verso do NilL
Não entendo, não sei o que ele passou
Só acho genial
Falando em gênio, queria ter a metade da paciência do Marechal

Ou talvez escrever um som por ano
E escutar toda semana
Mas, voltando à realidade, se isso fosse um livro
Não serviria nem pra deixar na cabeceira da tua cama

São só vários relatos
De pesadelos que eu vivi acordado
Incomodando os ouvidos
Tipo quando o garfo arranha os prato

Verso indigesto
Tipo comida estragada
Padrão indigente
Que vaga sem rumo pelas madrugada

Sem métrica, sem lírica e sem melodia
São só descarregos soturnos
De todo sentimento podre
Que acumulo durante os dias

Não me importo com refrão
Tempo, ou que faça sentido
Saiu de mim, nem eu entendo
Não espero que fique bonito

Pesadillas Sombrías

Pensé en cómo sería diferente
Si tuviera respuestas para todos los problemas
Si no me exigiera tanto cada día
¿Realmente es culpa mía?
¿O solo una excusa para vaciar otra botella?

Después de escribir cosas sin sentido y llamarlas poesía
Para cuando alguien no entienda, decir que son metáforas

Pasando noches en vela
Buscando rimas
Para darle sentido a mis días
Exponer todo en las líneas, lo que no digo con palabras

Voy a reciclar toda esta basura, que forma parte de mi memoria
Luego consumir todo de nuevo, como en un ciclo vicioso
Solo se queda lo que quiero que se vaya

Voy a dar una vuelta afuera
Respirar un aire diferente
Hasta perder la noción de las horas
Voy a darle un descanso a mi mente

El clima caliente, el calor en el pecho
Casi mareado, aún lúcido
En un rato, un poco más
El distanciamiento, el mundo fluido

Y empecé esta sin ninguna idea
Y tenía dos opciones: Escribir o lanzarme por la ventana
Quizás por eso, cada vez que cojo mi pluma
Es como si rasgara el alma con la punta de la bayoneta

Así que lo hago solo para no perder la costumbre
Es como mi pulmón
Sé que esto me está matando
Pero mientras pasan los días, más quiere que fume

Y estos versos ni encajan en este ritmo
Ni sé qué es flow, tampoco sé si es poesía
No sé definir esto
Y no todo rima

Es como los versos de NilL
No entiendo, no sé qué pasó
Solo lo encuentro genial
Hablando de genios, quisiera tener la mitad de la paciencia de Marechal

O tal vez escribir una canción al año
Y escucharla cada semana
Pero, volviendo a la realidad, si esto fuera un libro
Ni siquiera serviría para dejarlo en la mesita de noche

Son solo varios relatos
De pesadillas que viví despierto
Molestado los oídos
Como cuando el tenedor raspa los platos

Verso indigesto
Como comida echada a perder
Estándar indigente
Que vaga sin rumbo por las madrugadas

Sin métrica, sin lírica y sin melodía
Son solo desahogos sombríos
De todo sentimiento podrido
Que acumulo durante los días

No me importa el estribillo
Tiempo, o que tenga sentido
Salió de mí, ni yo lo entiendo
No espero que quede bonito