Canção da Antemanhã
A terra girou para te dar razão
Dos teus olhos só ficou a vastidão
E a Lua é diminuta na noite fria
Urge viver onde há poesia
Vem saber a que sabe o mar
Vem saber voltar
Se me tocas eu sou
Se me ficas eu não sei amar
Mas se ainda não amanheceu
Deixa-me contemplar
Trocámos à pressa as voltas ao tempo
Esvaziámos palavras a destempo
E dizem que no fim não soubemos amar
Mas o nosso beijo parou e a terra voltou a girar
Vem saber a que sabe o chão
Vem saber onde nasce a canção
Se me tocas eu sou
Se me ficas eu não sei ama
Mas se ainda não amanheceu
Deixa-me contemplar
Se me tocas eu sou
Se me ficas eu não sei ama
Mas se ainda não amanheceu
Deixa-me contemplar
Canción del Amanecer
La tierra giró para darte razón
De tus ojos solo quedó la inmensidad
Y la Luna es diminuta en la noche fría
Es urgente vivir donde hay poesía
Ven a saber a qué sabe el mar
Ven a saber regresar
Si me tocas, existo
Si te quedas, no sé amar
Pero si aún no ha amanecido
Déjame contemplar
Cambiamos apresuradamente las vueltas del tiempo
Vaciamos palabras fuera de tiempo
Y dicen que al final no supimos amar
Pero nuestro beso se detuvo y la tierra volvió a girar
Ven a saber a qué sabe el suelo
Ven a saber dónde nace la canción
Si me tocas, existo
Si te quedas, no sé amar
Pero si aún no ha amanecido
Déjame contemplar
Si me tocas, existo
Si te quedas, no sé amar
Pero si aún no ha amanecido
Déjame contemplar
Escrita por: Afonso Lima / Francisco Leite / Francisco Marcelino / Mateus Carvalho