Celeste
Quando o chão da eira estremeceu
Quando o chão da eira estremeceu
A serra foi lugar do amor que desmorreu
Foi porque o teu olhar tocou no meu
Nos passos que dei, segurei a tua mão
Nos passos que dei, segurei a tua mão
E o Deus que te levou fez do caminho solidão
Agora a tua memória faz tremer o chão
O meu pouco era teu
Mãos apertadas, desgarradas pelo breu
E que me ensombres com as nossas estórias
Já só do sonhador
Que não é mais
Hoje acordou menor
As pedras da calçada estão cheias de nós
E o tempo que passou já gastou a minha voz
Deixaste a memória, flor que engana o olhar
Tudo o resto agora é vão, canção do meu desabitar
O meu pouco era teu
Mãos apertadas, desgarradas pelo breu
E que me ensombres com as nossas estórias
Que o mundo já esqueceu
Já não sou mais, o céu em mim morreu
As pedras da calçada estão cheias de nós
As pedras da calçada estão cheias de nós
Celeste
Cuando el suelo del patio tembló
Cuando el suelo del patio tembló
La sierra fue testigo del amor que se desmoronó
Fue porque tu mirada tocó la mía
En los pasos que di, sostuve tu mano
En los pasos que di, sostuve tu mano
Y el Dios que te llevó convirtió el camino en soledad
Ahora tu recuerdo hace temblar el suelo
Mi poco era tuyo
Manos entrelazadas, separadas por la oscuridad
Y que me oscurezcas con nuestras historias
Solo del soñador
Que ya no es más
Hoy despertó más pequeño
Las piedras del empedrado están llenas de nudos
Y el tiempo que pasó ya gastó mi voz
Dejaste el recuerdo, flor que engaña la mirada
Todo lo demás ahora es vano, canción de mi deshabitación
Mi poco era tuyo
Manos entrelazadas, separadas por la oscuridad
Y que me oscurezcas con nuestras historias
Que el mundo ya olvidó
Ya no soy más, el cielo en mí murió
Las piedras del empedrado están llenas de nudos
Las piedras del empedrado están llenas de nudos
Escrita por: Afonso Lima / Francisco Leite / Francisco Marcelino / Mateus Carvalho