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Rojo

Falso Nove

Vermelho

Foi acordar por cima de um turbilhão de dor
Que eu não sei de onde vem
Abro a janela sinto o frio por entre o calor
Eu já não sei estar bem
E se algum dia me fizer acreditar
Que o anteontem foi a bênção do meu estar
Eu não vou querer acordar

Se a voz se cala e eu não consigo mais contradizer
Se o vento é norte e me leva ao esquecer
Nada farei por ti
Nada farei por mim
Será difícil de pensar

Eu não vou querer acordar

A luz do Sol indica qual é a nossa estação
E o gemer da terra
Há tanta gente que diz que tem grande coração
Mas tanta gente berra

E se algum dia me fizer acreditar
Que a obra nasce para o ser humano a queimar
Somos a solidão, somos a apatia, somos o diabo a crescer
Eu não vou querer acordar

Rojo

Me desperté sobre un torbellino de dolor
Que no sé de dónde viene
Abro la ventana, siento el frío entre el calor
Ya no sé cómo estar bien
Y si algún día me hacen creer
Que anteayer fue la bendición de mi existir
No querré despertar

Si la voz se calla y ya no puedo contradecir
Si el viento es norte y me lleva al olvido
No haré nada por ti
No haré nada por mí
Será difícil de pensar

No querré despertar

La luz del Sol indica cuál es nuestra estación
Y el gemido de la tierra
Hay tanta gente que dice tener un gran corazón
Pero tanta gente grita

Y si algún día me hacen creer
Que la obra nace para quemar al ser humano
Somos la soledad, somos la apatía, somos el diablo creciendo
No querré despertar

Escrita por: Afonso Lima / Francisco Leite / Francisco Marcelino / Mateus Carvalho