Mercúrio
Tudo tem limite
E o meu palpite pra mim
É que eu não devo
Cortar os braços
Sujar as mãos
Ranger os dentes
Roer meus dedos
Não, eu não sou de aço
E o meu cansaço é de ter
Que na ilusão
Catar os grãos
Varrer o pó
Soltar as mãos, juntar os cacos
Era tão cedo quando te encontrei
Quando parti, eu já fui tarde
Vidro no chão, que eu não pisei
Mas eu sangrei e ainda arde
Era tão noite quando te encontrei
Fingi costume sem alarde
Desprotegida nem calculei
E então ceguei, e fui covarde
Era confuso quando desertei
Não te falei nem a metade
De febre e medo desperdicei
Mas o que dei foi de verdade
Era confuso quando desertei
Não te falei nem a metade
De febre e medo desperdicei
E então ceguei e fui covarde
Mercurio
Todo tiene un límite
Y mi suposición para mí
Es que no debo
Cortarme los brazos
Ensuciarme las manos
Rechinar los dientes
Morder mis dedos
No, no soy de acero
Y mi cansancio es tener
Que en la ilusión
Recoger los granos
Barrer el polvo
Soltar las manos, juntar los pedazos
Era tan temprano cuando te encontré
Cuando me fui, ya era tarde
Vidrio en el suelo, que no pisé
Pero sangré y aún arde
Era tan noche cuando te encontré
Fingí costumbre sin alarde
Desprotegida ni calculé
Y entonces cegué, y fui cobarde
Era confuso cuando deserté
No te dije ni la mitad
De fiebre y miedo desperdicié
Pero lo que di fue de verdad
Era confuso cuando deserté
No te dije ni la mitad
De fiebre y miedo desperdicié
Y entonces cegué y fui cobarde