395px

Mercurio

Fatel

Mercúrio

Tudo tem limite
E o meu palpite pra mim
É que eu não devo

Cortar os braços
Sujar as mãos
Ranger os dentes
Roer meus dedos

Não, eu não sou de aço
E o meu cansaço é de ter
Que na ilusão
Catar os grãos
Varrer o pó
Soltar as mãos, juntar os cacos

Era tão cedo quando te encontrei
Quando parti, eu já fui tarde
Vidro no chão, que eu não pisei
Mas eu sangrei e ainda arde

Era tão noite quando te encontrei
Fingi costume sem alarde
Desprotegida nem calculei
E então ceguei, e fui covarde

Era confuso quando desertei
Não te falei nem a metade
De febre e medo desperdicei
Mas o que dei foi de verdade

Era confuso quando desertei
Não te falei nem a metade
De febre e medo desperdicei
E então ceguei e fui covarde

Mercurio

Todo tiene un límite
Y mi suposición para mí
Es que no debo

Cortarme los brazos
Ensuciarme las manos
Rechinar los dientes
Morder mis dedos

No, no soy de acero
Y mi cansancio es tener
Que en la ilusión
Recoger los granos
Barrer el polvo
Soltar las manos, juntar los pedazos

Era tan temprano cuando te encontré
Cuando me fui, ya era tarde
Vidrio en el suelo, que no pisé
Pero sangré y aún arde

Era tan noche cuando te encontré
Fingí costumbre sin alarde
Desprotegida ni calculé
Y entonces cegué, y fui cobarde

Era confuso cuando deserté
No te dije ni la mitad
De fiebre y miedo desperdicié
Pero lo que di fue de verdad

Era confuso cuando deserté
No te dije ni la mitad
De fiebre y miedo desperdicié
Y entonces cegué y fui cobarde

Escrita por: Fatel