Noite de Tortura / Escolta de Vagalumes
Essa noite é mais uma noite de tortura
Pois você mora no apartamento ao lado
Ouço seus passos e fico imaginando
Que você pode estar também sozinha
Feito eu, perdido num canto
Você não sabe, mas conheço sua vida
Eu sei de tudo que acontece em sua casa
Eu sei a hora que você abre o chuveiro
Até parece que sinto seu cheiro
E o desejo se apossa de mim
Ai, ai, ai
Coração que sofre
Dilacera e quase sai do peito
Um dia eu pego essa mulher de jeito
E dou pra ela todo meu amor
Ai, ai, ai
Sofro e choro
Mas não me arrependo do que faço agora
Pois sei que um dia vai chegar a hora
Que nos meus braços, você vai dormir
Voltando pra minha terra, eu renasci
Nos anos que fiquei distante, acho que morri
Morri de saudade dos pais, irmãos e companheiros
Que ao cair da tarde, no velho terreiro
A gente cantava as mais lindas canções
Viola afinada e, na voz, dueto perfeito
Longe eu não cantava, doía meu peito
Na cidade grande, só tive ilusões
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E ao passar a porteira, a mata e o perfume
Eu fui escoltado pelos vagalumes
Pois era uma linda noite de luar
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
Ao ver meus pais, meus irmãos vindo ao meu encontro
A felicidade misturou o meu pranto
Com o orvalho da noite desse meu lugar
Ganhei dinheiro lá fora, mas foi tudo em vão
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão
Correr pelos campos floridos feito um menino
Esquecer as mágoas e os desatinos
Que a vida lá fora me proporcionou
Ouvir o sabiá cantando e a juriti
E a felicidade de um bem-te-vi
Que parece dizer: Meu amigo voltou
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E ao passar a porteira, a mata e o perfume
Eu fui escoltado pelos vagalumes
Pois era uma linda noite de luar
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
Ao ver meus pais, meus irmãos vindo ao meu encontro
A felicidade misturou o meu pranto
Com o orvalho da noite desse meu lugar
Noche de Tortura / Escolta de Luciérnagas
Esta noche es otra noche de tortura
Porque vives en el apartamento de al lado
Oigo tus pasos y me pongo a imaginar
Que tú también puedes estar sola
Como yo, perdido en un rincón
No sabes, pero conozco tu vida
Sé todo lo que pasa en tu casa
Sé la hora en que prendes la ducha
Hasta parece que siento tu aroma
Y el deseo se apodera de mí
Ay, ay, ay
Corazón que sufre
Se desgarra y casi sale del pecho
Un día atraparé a esta mujer
Y le daré todo mi amor
Ay, ay, ay
Sufro y lloro
Pero no me arrepiento de lo que hago ahora
Porque sé que un día llegará la hora
En que en mis brazos, tú vas a dormir
Regresando a mi tierra, renací
En los años que estuve lejos, creo que morí
Morí de nostalgia por mis padres, hermanos y amigos
Que al caer la tarde, en el viejo terreno
Cantábamos las más lindas canciones
Guitarra afinada y, en la voz, un dueto perfecto
Lejos no cantaba, me dolía el pecho
En la ciudad grande, solo tuve ilusiones
Pero volví, pero volví, volví
Y al pasar la puerta, la selva y el perfume
Fui escoltado por las luciérnagas
Porque era una hermosa noche de luna
Pero lloré, pero lloré, lloré
Al ver a mis padres, mis hermanos viniendo a mi encuentro
La felicidad mezcló mi llanto
Con el rocío de la noche de este mi lugar
Gané dinero afuera, pero fue todo en vano
La naturaleza es mi mundo, yo soy el sertão
Correr por los campos floridos como un niño
Olvidar las penas y los desatinos
Que la vida afuera me proporcionó
Escuchar al sabiá cantando y a la juriti
Y la felicidad de un bien-te-vi
Que parece decir: Mi amigo volvió
Pero volví, pero volví, volví
Y al pasar la puerta, la selva y el perfume
Fui escoltado por las luciérnagas
Porque era una hermosa noche de luna
Pero lloré, pero lloré, lloré
Al ver a mis padres, mis hermanos viniendo a mi encuentro
La felicidad mezcló mi llanto
Con el rocío de la noche de este mi lugar
Escrita por: Chrystian, Ralf, Zezety, Fuzza, Luiz Carlos Garcia, Nem Menezes