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Feijão de Bandido

Feijão de Bandido

Feijão de Bandido

Ai, ai meu Deus que saudade de um feijão
Com lingüicinha, paio e orelha de leitão

Feijão assim há muito tempo não se vê
Pelas panelas da grande população

A enxada magra é o perfil deste sertão
E a poeira, mãe na seca estação
Vertigens claras, obscuras pela história
Sede de vida na faminta solidão

O velho feijão tropeiro
Tutu de feijão mineiro
Feijão dos velhos escravos
Hoje tão ralo e tão caro

Feijão com arroz, meu amigo,
Tornou-se um prato vazio
Povo cansado e sofrido
Canta Feijão de Bandido

Feijão de Bandido

Ay, ay Dios mío, qué nostalgia de un frijol
Con chorizo, paio y oreja de cerdo

Frijol así hace mucho tiempo que no se ve
En las ollas de la gran población

El perfil de este sertón es una azada delgada
Y el polvo, madre en la estación seca
Vértigos claros, oscuros por la historia
Sed de vida en la hambrienta soledad

El viejo frijol viajero
Tutu de frijol mineiro
Frijol de los viejos esclavos
Hoy tan escaso y tan caro

Frijol con arroz, amigo mío,
Se ha convertido en un plato vacío
Pueblo cansado y sufrido
Canta Feijão de Bandido

Escrita por: Paulo Córdova