Meus Pagos
Meus pagos
Chão por onde vago
Destroços, troços, meus ossos
Tudo, tudo pago
Cada palmo encerra prantos
Palmas, cantos da alma e mais o sal da terra
Sobre a cal dos ossos vastas
Falhas, trens e tralhas gastas
São meus destroços
Minhas cicatrizes, ferro, brasas
E um sangradas asas
Presas nas raízes
Presas nas raízes
Meus pagos
Chão por onde vago
Pedaços, traços, compassos
Tudo, tudo pago
São meus pagos
Passo a perna, cruz
Que é minha fé
E dai-me força aos braços
Sempre quando ajoelho rezo
Um terço pelo bem do berço
Quem minha alma espelho
Sobre a cicatrizes
Grito, vaza no infinito as asas
As vazas livram as raízes
As vazas livram as raízes
Meus pagos
Chão por onde vago
Meus cacos, nacos, calados
Tudo, tudo pago
Mesmo eu assim eu vago
Conduzindo em mim
Meu próprio fim
Que é pago
De colmilhos gastos
Não me queixo
Benzo e cantos deixo
Sobre opostos rastros
Sobre as cicatrizes solto a dor
E desamarro as asas
Pra cantar raízes
Pra cantar raízes
Mis Pagos
Mis pagos
Suelo por donde camino
Destrucción, pedazos, mis huesos
Todo, todo pagado
Cada paso encierra llantos
Aplausos, cantos del alma y la sal de la tierra
Sobre la cal de los huesos vastos
Fallas, trenes y trastos gastados
Son mis destrozos
Mis cicatrices, hierro, brasas
Y unas alas sangrantes
Atrapadas en las raíces
Atrapadas en las raíces
Mis pagos
Suelo por donde camino
Pedazos, trazos, compases
Todo, todo pagado
Son mis pagos
Paso la pierna, cruz
Que es mi fe
Y dame fuerza en los brazos
Siempre que me arrodillo rezo
Un rosario por el bien del hogar
Quien refleja mi alma
Sobre las cicatrices
Grito, se escapan al infinito las alas
Las fugas liberan las raíces
Las fugas liberan las raíces
Mis pagos
Suelo por donde camino
Mis fragmentos, trozos, callados
Todo, todo pagado
Aun así camino
Llevando en mí
Mi propio fin
Que está pagado
De colmillos gastados
No me quejo
Bendigo y dejo cantos
Sobre rastros opuestos
Sobre las cicatrices suelto el dolor
Y desato las alas
Para cantar raíces
Para cantar raíces
Escrita por: José Hilário Ajalla Retamozo