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Mis Pagos

Felipe Elizalde

Meus Pagos

Meus pagos
Chão por onde vago
Destroços, troços, meus ossos
Tudo, tudo pago

Cada palmo encerra prantos
Palmas, cantos da alma e mais o sal da terra
Sobre a cal dos ossos vastas
Falhas, trens e tralhas gastas
São meus destroços

Minhas cicatrizes, ferro, brasas
E um sangradas asas
Presas nas raízes
Presas nas raízes

Meus pagos
Chão por onde vago
Pedaços, traços, compassos
Tudo, tudo pago

São meus pagos
Passo a perna, cruz
Que é minha fé
E dai-me força aos braços

Sempre quando ajoelho rezo
Um terço pelo bem do berço
Quem minha alma espelho

Sobre a cicatrizes
Grito, vaza no infinito as asas
As vazas livram as raízes
As vazas livram as raízes

Meus pagos
Chão por onde vago
Meus cacos, nacos, calados
Tudo, tudo pago

Mesmo eu assim eu vago
Conduzindo em mim
Meu próprio fim
Que é pago

De colmilhos gastos
Não me queixo
Benzo e cantos deixo
Sobre opostos rastros

Sobre as cicatrizes solto a dor
E desamarro as asas
Pra cantar raízes
Pra cantar raízes

Mis Pagos

Mis pagos
Suelo por donde camino
Destrucción, pedazos, mis huesos
Todo, todo pagado

Cada paso encierra llantos
Aplausos, cantos del alma y la sal de la tierra
Sobre la cal de los huesos vastos
Fallas, trenes y trastos gastados
Son mis destrozos

Mis cicatrices, hierro, brasas
Y unas alas sangrantes
Atrapadas en las raíces
Atrapadas en las raíces

Mis pagos
Suelo por donde camino
Pedazos, trazos, compases
Todo, todo pagado

Son mis pagos
Paso la pierna, cruz
Que es mi fe
Y dame fuerza en los brazos

Siempre que me arrodillo rezo
Un rosario por el bien del hogar
Quien refleja mi alma

Sobre las cicatrices
Grito, se escapan al infinito las alas
Las fugas liberan las raíces
Las fugas liberan las raíces

Mis pagos
Suelo por donde camino
Mis fragmentos, trozos, callados
Todo, todo pagado

Aun así camino
Llevando en mí
Mi propio fin
Que está pagado

De colmillos gastados
No me quejo
Bendigo y dejo cantos
Sobre rastros opuestos

Sobre las cicatrices suelto el dolor
Y desato las alas
Para cantar raíces
Para cantar raíces

Escrita por: José Hilário Ajalla Retamozo