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Hojas de otoño

Felipe Valente

Folhas de Outono

Olhando o tempo fora do lugar
Com lápis e papel
Matando o tempo a fim de rabiscar
Todo o azul do céu

E a porta aberta traz
O vento do quintal
Soprando faz lembrar minha condição
Percebo que sou

Tão frágil
Frágil como folhas de outono
Tão frágil
Frágil como quem não tem dono

(Ah, ah, ah, ah)

Eu deixo a luz do quarto se apagar
Pra deitar no chão
Pedindo pra teu lápis desenhar
Meu papel de pão

É fácil descansar nessa condição
Pra logo despertar
Vendo as folhas pelo chão
Me lembro que sou

Tão frágil
Frágil como folhas de outono
Tão frágil
Frágil como quem não tem dono

Tão frágil
Frágil como folhas de outono
Tão frágil (frágil)
Frágil como quem não tem dono

E esse vento que soprou
Me fez perceber que não estou
Tão solto assim
Tão solto assim

Hojas de otoño

Mirando fuera de lugar
con lápiz y papel
Matar el tiempo para garabatear
Todo el azul del cielo

Y la puerta abierta trae
El viento del patio
Soplando recuerda mi condición
me doy cuenta de que soy

tan frágil
Frágil como las hojas de otoño
tan frágil
Frágil como quien no tiene dueño

(Ah ah ah ah)

dejo que se apague la luz del dormitorio
tumbarse en el suelo
Pedirle a tu lápiz que dibuje
mi pan de papel

Es fácil descansar en esta condición
despertar pronto
Ver las hojas en el suelo
recuerdo que soy

tan frágil
Frágil como las hojas de otoño
tan frágil
Frágil como quien no tiene dueño

tan frágil
Frágil como las hojas de otoño
Tan frágil (frágil)
Frágil como quien no tiene dueño

Y ese viento que sopló
Me hizo darme cuenta de que no soy
tan flojo
tan flojo

Escrita por: Felipe Valente