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Ausencia

Fernanda Maria

Ausência

Se o mundo dá tantas voltas, em redor
Das estrelas, nos espaços, encobertos
Não sei como não te soltas, meu amor
E vens cair nos meus braços, sempre abertos

Tu és assim, como o vento nas nortadas
Com as mesmas inconstâncias esquisitas
Tenho-te ao pé um momento, um quase nada
Depois vejo-te a distâncias infinitas

És mais leve que a poeira que há no ar
És mais fino que a poalha em remoinho
Que poisa sobre a roseira, para a manchar
E depois o vento espalha pelo caminho

Que te não prendes rendido, é tua norma
Diz e fico a pensar, ao ver-te ausente
Que andando tu desprendido, dessa forma
Eu te não possa agarrar eternamente

Ausencia

Si el mundo da tantas vueltas, alrededor
De las estrellas, en los espacios, ocultos
No sé cómo no te sueltas, mi amor
Y vienes a caer en mis brazos, siempre abiertos

Eres así, como el viento en las ráfagas
Con las mismas inconstancias extrañas
Te tengo cerca un momento, un casi nada
Después te veo a distancias infinitas

Eres más ligera que el polvo que hay en el aire
Eres más fino que el polvo en remolino
Que se posa sobre la rosa, para mancharla
Y luego el viento lo esparce por el camino

Que no te sujetas rendido, es tu norma
Dices y me quedo pensando, al verte ausente
Que andando tú desprendido, de esa forma
Yo no pueda atraparte eternamente

Escrita por: Joao Linhares Barbosa / Alfedo Duarte