Ausência
Se o mundo dá tantas voltas, em redor
Das estrelas, nos espaços, encobertos
Não sei como não te soltas, meu amor
E vens cair nos meus braços, sempre abertos
Tu és assim, como o vento nas nortadas
Com as mesmas inconstâncias esquisitas
Tenho-te ao pé um momento, um quase nada
Depois vejo-te a distâncias infinitas
És mais leve que a poeira que há no ar
És mais fino que a poalha em remoinho
Que poisa sobre a roseira, para a manchar
E depois o vento espalha pelo caminho
Que te não prendes rendido, é tua norma
Diz e fico a pensar, ao ver-te ausente
Que andando tu desprendido, dessa forma
Eu te não possa agarrar eternamente
Ausencia
Si el mundo da tantas vueltas, alrededor
De las estrellas, en los espacios, ocultos
No sé cómo no te sueltas, mi amor
Y vienes a caer en mis brazos, siempre abiertos
Eres así, como el viento en las ráfagas
Con las mismas inconstancias extrañas
Te tengo cerca un momento, un casi nada
Después te veo a distancias infinitas
Eres más ligera que el polvo que hay en el aire
Eres más fino que el polvo en remolino
Que se posa sobre la rosa, para mancharla
Y luego el viento lo esparce por el camino
Que no te sujetas rendido, es tu norma
Dices y me quedo pensando, al verte ausente
Que andando tú desprendido, de esa forma
Yo no pueda atraparte eternamente
Escrita por: Joao Linhares Barbosa / Alfedo Duarte