Fotografias (part. Anderson Faiska e Leandro Tofu)
Relendo antigas fotografias
Encontro alguém que já fui um dia
Ao lado de pessoas que hoje já não sei quem são
Tantos semblantes difusos, distorcidos pela velha estrada
Tons amarelados em papeis em que não se vê mais quase nada
Texturas foscas em preto e branco
Guardavam cores de tantos planos
Hoje arquivados num canto qualquer da sala
Tantos sonhos se perderam no caminho desta velha estrada
Quantos eus que já nasceram e morreram ao longo da jornada
Tantas vezes quis lembrar
Os detalhes que se espalham pelo ar
Se eu pudesse não esquecer
As lembranças de um tempo bom que nunca voltará
Um coração deixado em pedaços
Me fez guardar imperfeitos traços
Do rosto de um amor que não se revelou
Tantas paixões e prazeres inventados nesta velha estrada
O futuro eram estrelas vistas do jardim ao lado da escada
Contrastes de uma juventude
Sombra inocente, inquietudes
Talvez fizesse igual de um jeito diferente
Tantas questões vagamente respondidas sobre a velha estrada
De alguém que diz ter sido a pessoa certa para a escolha errada
Tantas vezes quis saber
Procurei em muitas fotos de jornais
Sei que às vezes não consigo nem lembrar
Mas me esquecer, jamais
Imagens turvas em grandes doses
Hoje enquadradas em novas poses
Pra construir as novas recordações
Tantos amigos perdidos, encontrados nesta velha estrada
Como eu queria vê-los pra falar de coisas fúteis, dar risada
Sem demora pra botar em dia histórias ora engraçadas
Porque é bom poder juntar as fotos que um dia foram espalhadas
Fotografías (part. Anderson Faiska y Leandro Tofu)
Reliendo antiguas fotografías
Encuentro a alguien que fui un día
Junto a personas que hoy ya no sé quiénes son
Tantos rostros difusos, distorsionados por la vieja carretera
Tonos amarillentos en papeles en los que ya casi no se ve nada
Texturas opacas en blanco y negro
Guardaban colores de tantos planes
Hoy archivados en algún rincón de la sala
Tantos sueños se perdieron en el camino de esta vieja carretera
Cuántos yo que nacieron y murieron a lo largo de la jornada
Tantas veces quise recordar
Los detalles que se esparcen en el aire
Si pudiera no olvidar
Los recuerdos de un tiempo bueno que nunca volverá
Un corazón dejado en pedazos
Me hizo guardar trazos imperfectos
Del rostro de un amor que no se reveló
Tantas pasiones y placeres inventados en esta vieja carretera
El futuro eran estrellas vistas desde el jardín al lado de la escalera
Contrastes de una juventud
Sombra inocente, inquietudes
Tal vez haría lo mismo de manera diferente
Tantas preguntas vagamente respondidas sobre la vieja carretera
De alguien que dice haber sido la persona correcta para la elección equivocada
Tantas veces quise saber
Busqué en muchas fotos de periódicos
Sé que a veces ni siquiera puedo recordar
Pero olvidarme, jamás
Imágenes borrosas en grandes dosis
Hoy enmarcadas en nuevas poses
Para construir las nuevas memorias
Tantos amigos perdidos, encontrados en esta vieja carretera
Cómo quisiera verlos para hablar de cosas triviales, reír
Sin demora para poner al día historias a veces graciosas
Porque es bueno poder reunir las fotos que un día fueron esparcidas
Escrita por: Fernando Cruz Moraes