395px

Cabañas Sociales

Fernando Eduardo

Senzalas Sociais

Chora a terra, lágrimas de sangue
Pelos meus irmãos jogados
Nas senzalas sociais

Ladrão de banco é preto
Sequestrador é preto
Traficante é preto até a fome é negra
Será que é mesmo assim?

A mão calejada do trabalhador
Que paga o doutor pra ser
Subjulgado, humilhado e excluído pela sua cor

Eu queria voar, ir para outro lugar
Onde a minha cor não seja a única coisa que importa
Mas preciso ficar, preciso lutar
Pois fugir agora é cuspir na cara dos nossos ancestrais

Então lute meu irmão, a dor não é eterna não
Construimos os castelos, então agora é a hora de reinar
Então lute meu irmão, a dor não é eterna não
Construimos os castelos, então agora é a hora de reinar

Cabañas Sociales

Llora la tierra, lágrimas de sangre
Por mis hermanos arrojados
En las cabañas sociales

Ladrón de bancos es negro
Secuestrador es negro
Traficante es negro, hasta el hambre es negra
¿Será realmente así?

La mano callosa del trabajador
Que paga al doctor para ser
Sometido, humillado y excluido por su color

Quisiera volar, ir a otro lugar
Donde mi color no sea lo único que importa
Pero debo quedarme, debo luchar
Porque escapar ahora sería escupir en la cara de nuestros ancestros

Así que lucha, hermano mío, el dolor no es eterno
Construimos los castillos, así que ahora es hora de reinar
Así que lucha, hermano mío, el dolor no es eterno
Construimos los castillos, así que ahora es hora de reinar