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Aguas del Sertão

Fernando Lona

Águas do Sertão

Fio D'água,
Riacho e rio,
Correm no meio do mundo (3x)
Vão molhar meu sertão,
Correm lentas e maldosas, e com elas vai a vida,
Leva graveto dormente feito de madeira e gente,
"Nas água" da despedida, "nas gaiola" "as carranca" "afugenta" bicho brabo,

Fio d'água,
Riacho e rio,
Correm no meio do mundo (3x)
Vão molhar meu sertão,
Só pegando uma gaiola, dá sumiço pelo mundo,
Ou então ficar aqui enterrado numa rede,
Desenhar horto de morte, pra depois chorar então e molhar o meu sertão.

Fio d'água,
Riacho e rio,
Correm no meio do mundo (3x)
Vão molhar meu sertão,
Nos telhados do arruaço, feito de palha vazante, remanso da valentia,
Pilão largado na praça, cem por cento de nobreza,
Casa meio batida no chão de reboco e de pobreza.

Fio d'água,
Riacho e rio,
Correm no meio do mundo (3x)

Aguas del Sertão

Hilo de agua,
Arroyo y río,
Corren en medio del mundo (3x)
Van a mojar mi sertón,
Corren lentas y maliciosas, y con ellas se va la vida,
Lleva palitos dormidos hechos de madera y gente,
'En las aguas' de la despedida, 'en las jaulas' 'las figuras de proa' 'asusta' al animal salvaje,

Hilo de agua,
Arroyo y río,
Corren en medio del mundo (3x)
Van a mojar mi sertón,
Solo tomando una jaula, desaparece por el mundo,
O quedarse aquí enterrado en una hamaca,
Dibujar huerto de muerte, para luego llorar y mojar mi sertón.

Hilo de agua,
Arroyo y río,
Corren en medio del mundo (3x)
Van a mojar mi sertón,
En los techos del desorden, hechos de paja inundable, remanso de valentía,
Pilón abandonado en la plaza, cien por ciento de nobleza,
Casa medio golpeada en el suelo de estuco y pobreza.

Hilo de agua,
Arroyo y río,
Corren en medio del mundo (3x)

Escrita por: C. Ubaldo / Carlos Pita / Fernando Lona