Flores de Plástico Ao Amanhecer
No dia de finados
Constatará o mundo
Minha memória reverenciada
Bateste em retirada
A mim não deves mais nada
Com a tua consciência
Estás desobrigada
Só sei que quando contemplei
Flores de plástico ao amanhecer
Ornando a minha campa
Quase levanteiindignado
A tampa do meu pesado ataúde
Quis fazê-lo, mas não pude
Por estar debilitado
Um cadáver
Um coitado
Em estado precário de saúde
Flores de Plástico Ao Amanhecer
En el Día de los Difuntos
Presenciarás el mundo
Mi memoria honrada
Te retiraste
Ya no me debes nada
Con tu conciencia
Estás liberada
Solo sé que cuando vi
Flores de plástico al amanecer
Adornando mi tumba
Casi me levanté indignado
La tapa de mi pesado ataúd
Quise hacerlo, pero no pude
Por estar debilitado
Un cadáver
Un pobre
En estado precario de salud
Escrita por: Fernando Pellon / Renato Costa Lima