Ruínas da Cidade
Ontem eu saí, fui passear
Pelas ruínas da cidade
Paisagem de tristeza
Pois só há saudade
Onde habitou beleza
Cada parede ao chão
É uma negativa
À memória do direito de estar viva
Ontem eu saí, fui me encontrar
Pelos escombros do meu Rio
Pois tenho a alma morta
Feita em pedaços
Como o casario
E cada viaduto
É hidra de concreto
Capricho leviano do progresso
São Cristóvão, bairro imperial
Cidade Nova, quanta tradição
A Glória e o Catete
São lembranças no meu coração
Consternado por tanta destruição
Ruinas de la Ciudad
Ayer salí a pasear
Por las ruinas de la ciudad
Paisaje de tristeza
Pues solo hay nostalgia
Donde habitó la belleza
Cada pared caída
Es una negativa
A la memoria del derecho de estar viva
Ayer salí a encontrarme
Entre los escombros de mi Río
Pues tengo el alma muerta
Hecha pedazos
Como las casas antiguas
Y cada viaducto
Es una hidra de concreto
Capricho frívolo del progreso
São Cristóvão, barrio imperial
Cidade Nova, tanta tradición
La Glória y el Catete
Son recuerdos en mi corazón
Consternado por tanta destrucción
Escrita por: Fernando Pellon