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Ruinas de la Ciudad

Fernando Pellon

Ruínas da Cidade

Ontem eu saí, fui passear
Pelas ruínas da cidade
Paisagem de tristeza
Pois só há saudade
Onde habitou beleza
Cada parede ao chão
É uma negativa

À memória do direito de estar viva
Ontem eu saí, fui me encontrar
Pelos escombros do meu Rio
Pois tenho a alma morta
Feita em pedaços
Como o casario
E cada viaduto
É hidra de concreto
Capricho leviano do progresso

São Cristóvão, bairro imperial
Cidade Nova, quanta tradição
A Glória e o Catete
São lembranças no meu coração
Consternado por tanta destruição

Ruinas de la Ciudad

Ayer salí a pasear
Por las ruinas de la ciudad
Paisaje de tristeza
Pues solo hay nostalgia
Donde habitó la belleza
Cada pared caída
Es una negativa

A la memoria del derecho de estar viva
Ayer salí a encontrarme
Entre los escombros de mi Río
Pues tengo el alma muerta
Hecha pedazos
Como las casas antiguas
Y cada viaducto
Es una hidra de concreto
Capricho frívolo del progreso

São Cristóvão, barrio imperial
Cidade Nova, tanta tradición
La Glória y el Catete
Son recuerdos en mi corazón
Consternado por tanta destrucción

Escrita por: Fernando Pellon