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Días de Locura

Festim Circense

Dias de Folia

Flamejante era o chão
Rajado em tudo via
Não existe a razão
Todo povo sabia
Chorares de dor, de fome ninguém ria,
Clamavam aos céus,
Dias de folia!

Dias de folia,
Só se ria um dia
E o resto sofria

Não vê estradeiro nem cobra no chão
Não tem vida viva lá no sertão
E se um dia eu briguei, eu peço perdão
Acho que matei....

Matei lampião......
Por um pedaço de pão
Perdi lampião
Matei lampião
Num arrependo não.

Quando saciei não me lembro não
E se me empanturrei não faço questão
Mal lembro dos dias que comi feijão
E faço as contas nos dedos das mãos....

Que os deuses dos homens
Não me culpem não
Se eu matei por dinheiro ou pão
E Maria Bonita sequer chorou não
Que dessa toada eu levei dois pão

Pois matei lampião
Por um pedaço de pão
Perdi lampião
Matei lampião
Num arrependo não

Días de Locura

Flameaba el suelo
Rajado en todo veía
No hay razón
Todo el pueblo sabía
Lágrimas de dolor, de hambre nadie reía
Clamaban a los cielos
Días de locura

Días de locura
Solo se reía un día
Y el resto sufría

No ve caminos ni serpientes en el suelo
No hay vida viva allá en el sertón
Y si un día peleé, pido perdón
Creo que maté...

Maté a Lampião...
Por un pedazo de pan
Perdí a Lampião
Maté a Lampião
No me arrepiento

Cuando me sacié no recuerdo
Y si me empaché no me importa
A duras penas recuerdo los días que comí frijoles
Y cuento en los dedos de las manos...

Que los dioses de los hombres
No me culpen
Si maté por dinero o pan
Y María Bonita ni siquiera lloró
Que de esta canción me llevé dos panes

Pues maté a Lampião
Por un pedazo de pan
Perdí a Lampião
Maté a Lampião
No me arrepiento

Escrita por: Alan Girardeli