395px

Valle de las Sombras (Part. DJ Jorge Cuts) (Prod. Pok Sombra)

FILL

Vale das Sombras (Part. DJ Jorge Cuts) (Prod. Pok Sombra)

Pra resistir no vale das sombras
Vou contar uma história

Já cansei de gente querer se meter minha vida
Eu que sei, e quem me ajudou quando eu tava preso
Traz champanhe, porque é com eles que eu tenho a dívida
O resto por mim que se foda, não dou a mínima
De sexta à sexta-Feira tirando meu pai da cama
Eu não tive um pai, mas pai considero quem ama
Às vezes acordo puto queria tar pelos bailes
Saudades de quando a vida era vinho, ? E Freestyle
Problemas rondam minha costa igual o furacão El Niño
Mas quem corre comigo usou coroa de espinhos
Ele abraça meus pecados, cobra arrependimentos
Derruba meus demônios, afasta meus pesadelos
Mas não teste, eu não sou seu Best Friend
E se mexer com minha família, fácil de eu te mandar pro além
Tô nem aí pra quem tava lá, pra quem viu
Já é normal, vários querem fuder com o Fill
Mas saibam que me alimento com a sua inveja
Tô nessa a mais de uma década, conheço o jogo
E quando eu pegar o dinheiro que ta pra sair
Vou colocar o malote na sua boca e prender fogo
Pra te provar que o dinheiro é só papel mais nada
As vezes é mais traiçoeiro do que uma quadrada
Só isso que tu queria de mim, agora fala?
Então tu merece morrer ainda pagar a bala
Quantas vezes apoiei mesmo dando a nada, quantos caras já banquei não me deram nada
Quantas dívidas, mulheres, cocaines, baladas. Quantas dívidas acumulei na madrugada
Agora é foda de recuperar mas não desisto, olhei pro abismo e vi que não dava mais de cair
Dali só podia subir e emergir da lama, dentro da cela lendo um livro de Dalai Lama
Voando acima do inimigo frio como um corvo, sei que vários nem vão chorar quando eu tiver morto
Por isso faço uma oração e beijo o crucifixo, pra que o rap seja um dia o meu emprego fixo
Rezo pra que meus inimigos tenham vida longa, pra perceber que minha escolha não foi só uma onda
Sou extremista devotado como um homem bomba, morro tentando igual Fifty Cent nessa porra
Se quiser falar mal de mim fala a vontade, não vi suas lagrimas quando eu estava atrás das grades
Não recebi suas cartas, não recebi um cigarro, cê acha que pode julgar um homem abandonado?
Eu tava preso quando minha mãe capotou o carro, indo me visitar era um domingo cinza full, e mesmo assim a esperança ainda me fez forte, vendo o céu quadriculado resistência true
Não sofri mais do que ninguém nem quero medalha, mas na matéria de dar volta por cima o Fill estraçalha
Eu sou o rapper sujo, infame eu sou o bruxo, com rimas mágicas que vão transformando o meu mundo
Com a auto-estima de Aquiles eu enfrento Tróia, trafico versos e vicio mais que crack e nóia
Meu rap nunca móia, projeto na escola, sente a evolução, então olha pra mim agora
Botei a fé e trabalhei, nunca tive sorte, quem me vigia ta lá em cima, o poder é forte
Eu sei que um dia vou chegar na coroa, firmão? Tá aqui o do aluguel, do mercado e do salão
Quantas vezes eu não tive e fiquei na minha, tudo o que eu quero com a riqueza é te fazer rainha
Te por num castelo daora com o meu esforço, honestamente, sem tirar nada que é dos outros
Isso que é o rap pra mim, viu minha missão? Não quero medalha no peito de bandido não
Abaixem suas armas, o ego que morra truta, rezo por suas almas longe da inveja estúpida
Longe da dor é a culpa, renasça, vá a luta. Faça me dar a outra face contra quem me insulta
Longe da dor é a culpa, renasça, vá a luta. Faça me dar a outra face contra quem me insulta

Eu vi quem amo na cadeira de rodas fudido, e mesmo assim ainda achava um lugar pra um sorriso
Cheio de dívidas, entristecido e perdido, com minha razão quebrada, expondo a moral ao ridículo
Então me dê um passe, faça um milagre um REC, que eu troco todo esse veneno por rimas e takes
Meus manos estão na merda, mas fale do Stuwake, vivendo com depressão e imitando o Drake
Alguns me dão pro tráfico, outros me arrumam um trampo, salário mínimo que mal dá pra pagar um rango
Cacife clandestino, só gera ilusão, os velhos três “cês”, cadeia, cadeira e caixão
A vida hoje é uma história no “SnapGram”, nesse vale das sombras, também virei refém
A síndrome de Estocolmo não resisti, eu era livre até Zuckerberg existir
E entra nesse mar de gente chamado Matrix. Face, Insta e Tinder, irritação surge nos cliques
De alguém que não ta sendo aceito por sua aparência, ou por não ser levado a sério com tanta frequência
Vai descontando nas garrafas essa decadência, vão me chamar de louco por postar minha tristeza
Me ponham num manicômio tipo Raffa Moreira, olhem pra baixo do tapete toda essa sujeira
Nunca paguei de santo, já fiz várias asneiras, ao ponto de sentir a vida de um lado mais verdadeira
Essa é fratura exposta, das de quebrar o pescoço. Duvido um hater desse aí vir me pagar um almoço
Fortalecer meu corre ou compartilhar meu som, minha geladeira cheia pra muitos não é bom
Porque a felicidade alheia aqui gera o ódio, de quem sobe em várias cabeças pra chegar no pódio
Se é rapgame então me chame de Lil Gang, a voadora que te manda pro trilho do trem
Já to cansado das idéias de by end and means, olhe pra dentro e por isso que o mundo ta assim
Tanta luxúria ter coloca no vale das sombras
A vaidade é a rainha do vale das sombras
Quando a maldade te introduz ao vale das sombras
Pra resistir no vale das sombras
Pra resistir no vale das sombras
Até aqui eu pedi perdão no vale das sombras
Pra resistir no vale das sombras
Eu vi o capeta e sua face no vale das sombras
Pra resistir no vale das sombras
Entre o estúdio e o escritório, sigo na saga
The Best Rapper, number one filho
Deuses, aliens e dilemas
Tô resistindo no vale das sombras

Valle de las Sombras (Part. DJ Jorge Cuts) (Prod. Pok Sombra)

Para resistir en el valle de las sombras
Voy a contar una historia

Ya me cansé de la gente queriendo meterse en mi vida
Yo sé, y quien me ayudó cuando estaba preso
Trae champán, porque es con ellos que tengo la deuda
El resto que se joda, no me importa en lo más mínimo
De viernes a viernes sacando a mi padre de la cama
No tuve un padre, pero considero padre a quien ama
A veces me despierto enojado, quería estar en los bailes
Extraño cuando la vida era vino, ¿y Freestyle?
Problemas rodean mi vida como el huracán El Niño
Pero quien corre conmigo usó corona de espinas
Él abraza mis pecados, cobra arrepentimientos
Derriba mis demonios, aleja mis pesadillas
Pero no me pruebes, no soy tu mejor amigo
Y si te metes con mi familia, fácilmente te mando al más allá
No me importa quién estaba allí, quién vio
Ya es normal, muchos quieren joder a Fill
Pero sepan que me alimento de su envidia
Llevo más de una década en esto, conozco el juego
Y cuando agarre el dinero que está por salir
Voy a poner el maletín en tu boca y prenderlo fuego
Para demostrarte que el dinero es solo papel y nada más
A veces es más traicionero que una puñalada
¿Eso es todo lo que querías de mí, ahora qué?
Entonces mereces morir y aún pagar la bala
Cuántas veces apoyé sin recibir nada, cuántos tipos bancaba y no me daban nada
Cuántas deudas, mujeres, cocaína, fiestas. Cuántas deudas acumulé en la madrugada
Ahora es difícil recuperarse pero no me rindo, miré al abismo y vi que no podía caer más
De ahí solo podía subir y emerger del lodo, dentro de la celda leyendo un libro del Dalai Lama
Volando por encima del enemigo frío como un cuervo, sé que varios ni siquiera llorarán cuando esté muerto
Por eso hago una oración y beso el crucifijo, para que el rap sea algún día mi trabajo fijo
Rezo para que mis enemigos tengan larga vida, para que vean que mi elección no fue solo una moda
Soy extremista devoto como un hombre bomba, muero intentando como Fifty Cent en esta mierda
Si quieres hablar mal de mí, hazlo a gusto, no vi tus lágrimas cuando estaba tras las rejas
No recibí tus cartas, no recibí un cigarrillo, ¿crees que puedes juzgar a un hombre abandonado?
Estaba preso cuando mi madre volcó el auto, yendo a visitarme era un domingo gris total, y aún así la esperanza me hizo fuerte, viendo el cielo cuadriculado resistencia verdadera
No sufrí más que nadie ni quiero medallas, pero en el tema de salir adelante Fill destroza
Soy el rapero sucio, infame, soy el brujo, con rimas mágicas que van transformando mi mundo
Con la autoestima de Aquiles enfrento Troya, trafico versos y me vicio más que con crack y locura
Mi rap nunca se desgasta, proyecto en la escuela, siente la evolución, entonces mírame ahora
Puse fe y trabajé, nunca tuve suerte, quien me vigila está arriba, el poder es fuerte
Sé que algún día llegaré a la cima, ¿entendido? Aquí está el alquiler, el mercado y el salón
Cuántas veces no tuve y me quedé callado, todo lo que quiero con la riqueza es hacerte reina
Ponerte en un castillo genial con mi esfuerzo, honestamente, sin quitarle nada a los demás
Esto es el rap para mí, ¿viste mi misión? No quiero medallas en el pecho de un bandido
Bajen sus armas, que muera el ego, rezo por sus almas lejos de la estúpida envidia
Lejos del dolor y la culpa, renace, ve a la lucha. Hazme dar la otra mejilla contra quien me insulta
Lejos del dolor y la culpa, renace, ve a la lucha. Hazme dar la otra mejilla contra quien me insulta

Vi a quien amo en silla de ruedas jodido, y aún así encontraba un lugar para una sonrisa
Lleno de deudas, entristecido y perdido, con mi razón quebrada, exponiendo la moral al ridículo
Así que dame un pase, haz un milagro un REC, que cambio todo este veneno por rimas y tomas
Mis hermanos están mal, pero hablan de Stuwake, viviendo con depresión e imitando a Drake
Algunos me llevan al tráfico, otros me consiguen un trabajo, salario mínimo que apenas alcanza para comer
Cacife clandestino, solo genera ilusión, los viejos tres “ces”, cárcel, silla y ataúd
La vida hoy es una historia en el “SnapGram”, en este valle de las sombras, también me convertí en rehén
La síndrome de Estocolmo no resistí, era libre hasta que existió Zuckerberg
Y entro en este mar de gente llamado Matrix. Face, Insta y Tinder, la irritación surge en los clics
De alguien que no es aceptado por su apariencia, o por no ser tomado en serio con tanta frecuencia
Va desquitando en las botellas esta decadencia, me llamarán loco por publicar mi tristeza
Pónganme en un manicomio como Raffa Moreira, miren debajo de la alfombra toda esta suciedad
Nunca me hice el santo, ya hice varias tonterías, al punto de sentir la vida de un lado más verdadero
Esta es una fractura expuesta, de las de romper el cuello. Dudo que un hater venga a pagarme un almuerzo
Fortalecer mi camino o compartir mi música, mi nevera llena para muchos no es bueno
Porque la felicidad ajena aquí genera odio, de quien sube pisando cabezas para llegar al podio
Si es el juego del rap entonces llámenme Lil Gang, la patada voladora que te manda a las vías del tren
Estoy cansado de las ideas de medios y fines, mira hacia adentro y por eso el mundo está así
Tanta lujuria te coloca en el valle de las sombras
La vanidad es la reina del valle de las sombras
Cuando la maldad te introduce al valle de las sombras
Para resistir en el valle de las sombras
Para resistir en el valle de las sombras
Hasta aquí pedí perdón en el valle de las sombras
Para resistir en el valle de las sombras
Vi al diablo y su rostro en el valle de las sombras
Para resistir en el valle de las sombras
Entre el estudio y la oficina, sigo en la saga
El mejor rapero, número uno hijo
Dioses, alienígenas y dilemas
Estoy resistiendo en el valle de las sombras

Escrita por: Fill