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La Balcón

Finkler

A Sacada

Eram quase 04:00 quando eu acordei
Mais precisamente 03:33

Arrisquei olhar pro lado, senti tudo tão gelado
Eu sabia que de fato nada ia bem

Eu me levantei motivado pela curiosidade que
Batia tarde na minha janela
Me vi assustado pelo fato de que quem batia tarde
Dessa vez não era ela

Era um moço, alto, rouco e sem rosto
Tão louco pra me ver pendurado pelo meu pescoço

Foi aí que eu corri sem entender mais nada
Sentia um vento frio vindo da minha Sacada

A minha Sacada
Me atraia e eu ia sem pensar em direção A Sacada
Que me traía e agora eu caía em direção a estrada

Eram quase 07:00 quando eu notei
Estampado nas estrelas 666
Não tinha nenhum critério pra eu estar num cemitério
Encarando um retrato empoeirado e velho

Eu me desesperei, quando a Lua iluminou o lugar
Ao meu redor tudo começou a desabar, desabar
E foi tudo tão de repente, me sentia impotente e caindo novamente

Foi quando um moço, alto, rouco e sem rosto
Ofereceu um bom preço pelo meu pescoço

E dessa vez eu tinha que aceitar, não conseguia correr
Por que eu estava caindo de algum lugar

Lá, lá, lá, lá, lá

Era da minha Sacada, acordei na minha cama toda molhada
Com minha mãe pedindo desesperada
Meu filho, aonde você tava?

E eu respondi: Olha mãe, por pouco estou em casa
E eu respondi: Olha mãe, por pouco estou em casa

Ah

(Boa noite, mano)

La Balcón

Eran casi las 04:00 cuando desperté
Más precisamente a las 03:33

Me arriesgué a mirar a un lado, sentí todo tan helado
Sabía que en verdad nada iba bien

Me levanté motivado por la curiosidad que
Golpeaba tarde en mi ventana
Me vi asustado por el hecho de que quien golpeaba tarde
Esta vez no era ella

Era un tipo, alto, ronco y sin rostro
Tan loco por verme colgado de mi cuello

Fue ahí que corrí sin entender nada
Sentía un viento frío viniendo de mi Balcón

Mi Balcón
Me atraía y yo iba sin pensar en dirección al Balcón
Que me traicionaba y ahora caía en dirección a la calle

Eran casi las 07:00 cuando noté
Estampado en las estrellas 666
No había ningún criterio para estar en un cementerio
Encarando un retrato polvoriento y viejo

Me desesperé, cuando la Luna iluminó el lugar
A mi alrededor todo comenzó a desmoronarse, desmoronarse
Y fue todo tan de repente, me sentía impotente y cayendo de nuevo

Fue cuando un tipo, alto, ronco y sin rostro
Ofreció un buen precio por mi cuello

Y esta vez tenía que aceptar, no podía correr
Porque estaba cayendo de algún lugar

La, la, la, la, la

Era de mi Balcón, desperté en mi cama toda mojada
Con mi mamá pidiendo desesperada
Hijo, ¿dónde estabas?

Y yo respondí: Mira mamá, por poco estoy en casa
Y yo respondí: Mira mamá, por poco estoy en casa

Ah

(Buenas noches, hermano)

Escrita por: João Arthur Razzera Finkler