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Arvoredo

Flávia Wenceslau

Arvoredo

Talvez ainda seja cedo
Pra sombra desse arvoredo
Cobrir minha casa, minha terra
Minha gente de uma só semente
Tanto amor brotar

A vida é feita de espera
Quem é que não quer primavera
Por andar invernos
Desfolhar outonos
Eu plantei no tempo de tantos verões

Meu coração tão solitário
Sem jeito, sem pedir salário
Resistiu ao vento de uma tempestade
Não se fez metade para inteiro ser

Arando a terra do meu sentimento
A chuva sabe ter os seus momentos
De não deixar a gente se esquecer
Que a vida vale, vale, vale, vale sim
Vale viver
O céu abriga o tempo certo do arvoredo florescer

Com minhas mãos cultivarei a mim
Flores do campo, girassóis, jasmim
Hei de saber e de considerar
Farei de mim o meu melhor lugar

Arvoredo

Tal vez aún sea temprano
Para la sombra de este arvoredo
Cubrir mi casa, mi tierra
Mi gente de una sola semilla
Tanto amor brotar

La vida está hecha de esperar
¿Quién no quiere primavera?
Por pasar inviernos
Deshojar otoños
Yo planté en el tiempo de tantos veranos

Mi corazón tan solitario
Sin forma, sin pedir salario
Resistió al viento de una tempestad
No se hizo mitad para ser entero

Arando la tierra de mi sentimiento
La lluvia sabe tener sus momentos
De no dejar que olvidemos
Que la vida vale, vale, vale, vale sí
Vale vivir
El cielo alberga el momento adecuado para que el arvoredo florezca

Con mis manos me cultivaré a mí mismo
Flores del campo, girasoles, jazmín
He de saber y considerar
Haré de mí el mejor lugar

Escrita por: Flavia Wenceslau