Seguro-Desemprego
Fui pra São Paulo
Pra buscar meio de vida
E minha flor de margarida
Deixei pro lado de lá
Peguei a estrada vim pra terra da garoa
Tô sozinho, tô à toa
Nesse grande caminhar
Peguei a estrada vim pra terra da garoa
Tô sozinho, tô à toa
Nesse grande caminhar
Eita! Formigueiro grande!
Eita! Tem formiga pra danar!
A diferença
É que elas não carregam folha
Também vivem sem escolha
No seu próprio habitat
A diferença
É que elas não carregam folha
Também vivem sem escolha
No seu próprio habitat
E tem um tal de teco-teco de sapato
Bem diferente do mato
Onde eu antes caminhava
Minha apragata presa pela rabichola
Minha companheira sacola
E um cipó de cana braba
E tem uns prédio
Com uns 100 metro de altura
Vixe que me dá tontura
Se me atrevo a olhar pro alto
Já caio na tontura
Lembrando a formosura baraúna
Lá do pé do alto!
Já caio na tontura
Lembrando a formosura baraúna
Lá do pé do alto!
Eu vou dar baixa
Na carteira de trabalho
Vou seguir meu itinerário
E vou voltar pro meu torrão
Vou ao nordeste reviver meu aconchego
Com o seguro-desemprego
Vou comprar um violão
Ai, ai, ai, ai!
Lá no meu canto
É que eu me sinto bem feliz
Saco o dinheiro do pis
E compro um par de aliança
E bem juntinho
Com minha flor de margarida
Recomeçar nova vida
Nesse mundo de andança
E se a grana acabar
Eu vou ficar na mão
Vender meu violão
Meu toca-fita novo
Dizer adeus ao povo desse meu torrão
Pegar um caminhão
E ir e sampa de novo!
Dizer adeus ao povo desse meu torrão
Pegar um caminhão
E ir e sampa de novo!
Seguro de Desempleo
fui a são paulo
Para encontrar una forma de vida
Y mi flor de margarita
lo dejé de lado
Tomé el camino, llegué a la tierra de la llovizna
estoy solo, estoy solo
En este gran viaje
Tomé el camino, llegué a la tierra de la llovizna
estoy solo, estoy solo
En este gran viaje
¡Dios! ¡Gran hormiguero!
¡Dios! ¡Hay hormigas que matar!
la diferencia
Es que no llevan sabanas
Ellos también viven sin elección
En tu propio hábitat
la diferencia
Es que no llevan sabanas
Ellos también viven sin elección
En tu propio hábitat
Y existen las baldosas para zapatos
Muy diferente del arbusto
donde solía caminar
Mi pequeña atrapada por su cola
Mi bolso de acompañante
Y una enredadera de caña silvestre
Y hay algunos edificios
Unos 100 metros de altura
Verlo me marea
Si me atrevo a mirar hacia arriba
ya estoy mareado
Recordando la belleza de Baraúna
¡Desde lo alto!
ya estoy mareado
Recordando la belleza de Baraúna
¡Desde lo alto!
voy a dejar caer
en la tarjeta de trabajo
seguiré mi itinerario
Y voy a volver a mi casa
Me voy al noreste a revivir mi consuelo
Con seguro de desempleo
voy a comprar una guitarra
¡Ay, ay, ay, ay!
Ahí en mi esquina
me siento muy feliz
saco el dinero
Y compra un par de anillos
y muy cerca
Con mi flor de margarita
empezar nueva vida
En este mundo de vagabundeo
Y si se acaba el dinero
me quedaré en la mano
vender mi guitarra
Mi nuevo reproductor de cintas
Despídete de la gente de mi tierra
consigue un camion
¡Y ve y sampa otra vez!
Despídete de la gente de mi tierra
consigue un camion
¡Y ve y sampa otra vez!
Escrita por: Edmilson Nascimento / Flavio Leandro