Juma Marruá
A deusa pantaneira não se deixa observar
Ela se aproxima como um raio ao luar
O rosto selvagem disfarçando o seu olhar
São facas de dois gumes, você tem que desviar
O como uma fera está pronta pra atacar
Deus é que me livre desse bicho marruá
E vive na tapera, tem seu jeito de pensar
Quando vira onça não tem como escapar
Ah, Juma Marruá
Eu conto a sua história pra você se libertar
Ah, Juma Marruá
Eu conto a sua história pra você se me libertar
Tem cheiro de desejo e beleza de cegar
Tem mistério na alma e feitiço no olhar
Em noite estrelada quando sai pra caçar
Ela está no cio, mas tem medo de amar
Parece até folclore, uma história popular
Mas digo que é verdade e não tem como negar
Juma Marruá
La diosa del pantano no se deja observar
Ella se acerca como un rayo a la luz de la luna
Su rostro salvaje ocultando su mirada
Son cuchillos de doble filo, debes esquivar
Como una fiera está lista para atacar
Dios me libre de este bicho marruá
Vive en la tapera, tiene su forma de pensar
Cuando se convierte en onza no hay escapatoria
Ah, Juma Marruá
Te cuento su historia para que te liberes
Ah, Juma Marruá
Te cuento su historia para que me libere
Tiene olor a deseo y belleza deslumbrante
Tiene misterio en el alma y hechizo en la mirada
En una noche estrellada cuando sale a cazar
Está en celo, pero teme amar
Parece un cuento popular, un folclore
Pero digo que es verdad y no se puede negar
Escrita por: Flávio Penido