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Metamorfosis

Forró do Muído

Metamorfose

Me deparei
Por coincidência, com você na rua.
Como quem perdeu-se no mundo da lua
Depois de centenas de decepções
Feito uma ave
Que saiu voando, que ficou sem ninho.
Igual uma rosa que virou espinho
Na metamorfose das desilusões

Nossa conversa
Não passou de um oi, como vai você?
Que além da surpresa não tinha porque
Sorrir no presente da dor do passado
Nos vendo juntos
Deu pra perceber que eu mais feliz estou
Você foi um vento de amor que passou
Não deixou nem marcas pra não ser lembrado

Para os meus olhos
Você não tem mais aquela aparência
Rosto bem cuidado, pele com essência.
E o poder nas mãos de me ter aos seus pés
Sua arrogância
Foi pela idade substituída
No diagnóstico feito pela vida
Você em dois anos envelheceu dez

Pouco juízo
Falta de conselhos muitas vaidades
Dispensando tantas oportunidades
Hoje você vive sozinha e carente
Segunda chance
Depois dessa idade é um presente raro
O mundo não poupa, o tempo cobra caro.
Não perdoa juros nem dá prazo a gente.

Metamorfosis

Me encontré
Por casualidad, contigo en la calle.
Como quien se pierde en el mundo de la luna
Después de cientos de desilusiones
Como un ave
Que salió volando, que se quedó sin nido.
Igual que una rosa que se convirtió en espina
En la metamorfosis de las desilusiones

Nuestra conversación
No pasó de un hola, ¿cómo estás?
Que más allá de la sorpresa no tenía motivo
Para sonreír en el presente del dolor del pasado
Al vernos juntos
Se pudo notar que yo estoy más feliz
Tú fuiste un viento de amor que pasó
No dejó ni marcas para no ser recordado

Para mis ojos
Ya no tienes aquella apariencia
Rostro bien cuidado, piel con esencia.
Y el poder en las manos de tenerme a tus pies
Tu arrogancia
Fue reemplazada por la edad
En el diagnóstico hecho por la vida
Tú en dos años envejeciste diez

Poco juicio
Falta de consejos, muchas vanidades
Desaprovechando tantas oportunidades
Hoy vives sola y carente
Segunda oportunidad
Después de esta edad es un regalo raro
El mundo no perdona, el tiempo cobra caro.
No perdona intereses ni da plazo a la gente.

Escrita por: Os Nonatos