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Campesino Ajetreado

Forrozão Das Antigas

Matuto Aperreado

Eu vou, vou volto já
Eu vou me embora
Vou voltar pro meu lugar
A procura de aventura
Eu vim praqui
Só pensando minha vida melhorar
Ao contrário, aqui só vejo a piora
Por motivo de eu não me acostumar
Com coisinhas que não tem na minha terra
E aqui vejo toda hora sem parar }bis

Fico doido com tanta fala de gente
E a zuada de automóvel a me assustar
Se na rua vou fazer um cruzamento
Tenho medo, eu num posso atravessar
Desse jeito, eu sou franco em dizer
Mas um dia eu aqui não posso mais ficar

Lá deixei o meu cavalo, minha sela
Minha rede que comprei no Quixadá
Que eu armava na latada do terreiro
Pra Zefinha, meu amor, me balançar
Sou caboclo que nasceu lá no sertão
Tenho orgulho em dizer que sou de lá

Campesino Ajetreado

Voy, voy y vuelvo enseguida
Me voy de aquí
Regresaré a mi lugar
En busca de aventura
Vine aquí
Solo pensando en mejorar mi vida
Al contrario, aquí solo veo empeoramiento
Porque no me acostumbro
A cosas que no hay en mi tierra
Y aquí veo todo el tiempo sin parar

Me vuelvo loco con tanta charla de la gente
Y el ruido de los automóviles que me asusta
Si cruzo la calle en una intersección
Tengo miedo, no puedo atravesar
De esta manera, soy sincero al decir
Que un día no podré quedarme más aquí

Dejé mi caballo, mi montura
Mi hamaca que compré en Quixadá
Que colgaba en la enramada del patio
Para que Zefinha, mi amor, me balanceara
Soy un campesino que nació en el sertón
Orgullosamente digo que soy de allá

Escrita por: Luiz Gonzaga