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Senzala

Marques Forrozão Pra Dançar

Senzala

Da mãe África Arrancaram meus antepassados
Sempre com o proposito de lhes açoitar
Quem acha que hoje deve nos humilhar
Por tanta exploração devia se envergonhar

E não venha querer me julgar inferior
A cor da minha pele não te diz quem sou
Se o cabelo enrolado que te incomodou
Busque em meu caráter pra ver meu valor

Cultivar preconceito é pobreza de espírito
Meu São Benedito ajude por favor
É má educação de berço meu Senhor
Que ensina eles pensar que são superior

Minha escolaridade não me fez doutor
As oportunidades alguém retirou
Não pude ser artista e nem jogador
Mas exijo respeito sou trabalhador

Se tivessem aberto a Senzala de verdade
Não precisava de cota pra universidade
Historicamente buscamos igualdade
Mas não quero sorriso fingido de ninguém

Cultivar preconceito é pobreza de espírito
Meu São Benedito ajude por favor
É má educação de berço meu senhor
Que ensina eles pensar são superior

Senzala

De la madre África arrancaron a mis ancestros
Siempre con el propósito de azotarlos
Quien hoy piense que debe humillarnos
Por tanta explotación debería avergonzarse

Y no vengas a juzgarme como inferior
El color de mi piel no te dice quién soy
Si el cabello rizado te incomodó
Busca en mi carácter para ver mi valor

Cultivar prejuicios es pobreza de espíritu
Mi San Benito, ayúdame por favor
Es mala educación de cuna, mi Señor
Que les enseña a pensar que son superiores

Mi educación no me hizo doctor
Las oportunidades alguien me quitó
No pude ser artista ni jugador
Pero exijo respeto, soy trabajador

Si hubieran abierto la Senzala de verdad
No necesitaríamos cuotas para la universidad
Históricamente buscamos igualdad
Pero no quiero sonrisas fingidas de nadie

Cultivar prejuicios es pobreza de espíritu
Mi San Benito, ayúdame por favor
Es mala educación de cuna, mi señor
Que les enseña a pensar que son superiores

Escrita por: Sabino Marques